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Aéreas tiram de circulação alguns jatos Boeing 737 MAX após alerta de problema

09/04/2021 16h37

Por David Shepardson e Tracy Rucinski e Ankit Ajmera

WASHINGTON (Reuters) - Companhias aéreas suspenderam o uso de dezenas de jatos 737 MAX nesta sexta-feira, após a Boeing alertar sobre uma possível falha de isolamento elétrico na produção recente de alguns aviões.

A falha é o mais recente problema a afetar o modelo mais vendido da fabricante de aviões dos EUA, mas não está relacionada aos problemas de segurança da cabine que levou a uma suspensão de quase dois anos, encerrado cinco meses atrás.

Os reguladores disseram que o novo problema envolveu o aterramento elétrico - ou conexões projetadas para manter a segurança no caso de um pico de tensão - dentro de um sistema de controle de energia de reserva.

A Boeing disse às companhias aéreas que os reparos em cada avião podem levar algumas horas ou alguns dias, de acordo com uma notificação vista pela Reuters.

As três principais companhias norte-americanas que usam o 737 MAX - Southwest Airlines, American Airlines e United Airlines - disseram que retiraram um total de 63 aviões de circulação após o aviso da Boeing.

O problema afetou cerca de 90 aeronaves em todo o mundo, disseram fontes à Reuters.

No Brasil, procurada pela Reuters, a Gol informou que o potencial problema está relacionado ao sistema elétrico, e ele afeta apenas um avião da frota da companhia.

"Decidimos realizar proativamente a suspensão dos voos desta aeronave, conforme recomendado pela fabricante", afirmou a aérea brasileira. "A aeronave afetada somente retornará ao serviço após a certeza de que todas as ações corretivas tenham sido aplicadas e validadas pela fabricante", acrescentou.

A Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA disse que a Boeing notificou na última quinta-feira sobre sua recomendação de retirar temporariamente alguns aviões de circulação para resolver o problema de fabricação, que poderia afetar a operação de uma unidade de controle de energia de reserva do avião.

A FAA disse que entrou em contato com as companhias aéreas e o fabricante para garantir que o problema fosse resolvido.

(Reportagem de Tracy Rucinski em Chicago, David Shepardson em Washington, Ankit Ajmera em Bengaluru e Tim Hepher em Paris; com reportagem adicional de Allison Lampert em Montreal e Marcelo Rochabrun em São Paulo)