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Senado dos EUA aprova projeto que barra produtos vindos de região chinesa

Este é o esforço mais recente de Washington para punir Pequim pelo que autoridades norte-americanas dizem ser um genocídio em andamento - Aly Song
Este é o esforço mais recente de Washington para punir Pequim pelo que autoridades norte-americanas dizem ser um genocídio em andamento Imagem: Aly Song

Michael Martina

Da Reuters, em Washington*

15/07/2021 11h05Atualizada em 15/07/2021 11h06

O Senado dos Estados Unidos aprovou uma legislação ontem a para proibir a importação de produtos da região chinesa de Xinjiang, o esforço mais recente de Washington para punir Pequim pelo que autoridades norte-americanas dizem ser um genocídio em andamento contra uigures e outros grupos muçulmanos.

A Lei de Prevenção de Trabalho Forçado Uigur criará uma "presunção refutável" que supõe que bens fabricados em Xinjiang são feitos com trabalho forçado e, portanto, proibidos, conforme a Lei de Tarifas de 1930, a menos que certificados de outra maneira pelas autoridades dos EUA.

Aprovada por unanimidade, a medida bipartidária transferiria o ônus da prova aos importadores. A regra atual barra produtos se houver indícios razoáveis de trabalho forçado.

O projeto de lei também tem que ser aprovado pela Câmara dos Deputados antes de ser enviado à Casa Branca para o presidente Joe Biden sancionar.

O senador republicano Marco Rubio, que apresentou a legislação com o democrata Jeff Merkley, pediu à Câmara para agir rapidamente.

"Não faremos vista grossa aos crimes contra a humanidade em andamento do CCP (Partido Comunista da China), e não daremos um passe livre para corporações lucrarem com estes abusos horríveis", disse Rubio em um comunicado.

Assessores republicanos e democratas disseram acreditar que a medida terá grande apoio na Câmara, notando que esta aprovou uma medida semelhante de forma quase unânime no ano passado.

*Reportagem adicional de Patricia Zengerle