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Inflação argentina tem alta expressiva apesar de esforços para conter preços

8.nov.2012 - Garoto ajuda a estender uma bandeira argentina durante protesto contra o governo de Cristina Kirchner e problemas como a crescente inflação - Andreas Solaro/AFP
8.nov.2012 - Garoto ajuda a estender uma bandeira argentina durante protesto contra o governo de Cristina Kirchner e problemas como a crescente inflação
Imagem: Andreas Solaro/AFP

Walter Bianchi e Jorge Iorio

Da Reuters, em Buenos Aires (Argentina)

14/10/2021 16h51

A taxa de inflação na Argentina voltou a disparar em setembro, para 3,5%, nível acima do esperado e que veio após meses de quedas, aumentando a pressão sobre o governo peronista que busca manter os preços baixos antes de importantes eleições de meio de mandato em novembro.

A alta mensal dos preços ao consumidor ficou acima da previsão mediana de 2,9% de analistas e da taxa de 2,5% registrada no mês anterior. A inflação atingiu 52,5% em 12 meses e chegou a 37% nos primeiros nove meses do ano.

A Argentina tem lutado há anos contra a inflação galopante, que corrói a poupança, a renda e o crescimento econômico. A inflação também está se elevando globalmente.

"Isso inverte a tendência de queda dos últimos meses que se baseava na âncora cambial e no controle de preços, mas que não mudou as coisas", disse Isaias Marini, economista da Econviews. "Esperamos que a inflação acelere nos próximos meses, encerrando o ano em mais de 51%."

O governo tomou medidas para controlar os preços. No início do ano, impôs um limite estrito às exportações de carne bovina para reduzir o custo doméstico da carne e, nesta semana, fechou um acordo para congelar o preço de alguns alimentos e produtos domésticos por 90 dias.

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