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Após nova alta do IPCA, Bolsonaro culpa impostos e "fique em casa" por inflação

Bolsonaro tem apontado o ICMS como principal responsável pela elevação dos preços dos combustíveis, embora os preços nas refinarias tenham sido constantemente reajustados para cima pela Petrobras - Adriano Machado/Reuters
Bolsonaro tem apontado o ICMS como principal responsável pela elevação dos preços dos combustíveis, embora os preços nas refinarias tenham sido constantemente reajustados para cima pela Petrobras Imagem: Adriano Machado/Reuters

Lisandra Paraguassu e Eduardo Simões

Em Brasília e São Paulo

10/11/2021 10h15

Pouco depois de o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgar uma nova alta da inflação oficial do país hoje, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) culpou, em entrevista a uma rádio do Espírito Santo, "certos impostos" e as medidas de restrição adotadas por estados e municípios para conter a disseminação da Covid-19 pela alta dos preços.

Mais cedo, o IBGE anunciou que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 1,25% em outubro, após alta de 1,16% no mês anterior.

No acumulado de 12 meses até outubro, o IPCA teve alta de 10,67%, contra alta de 10,25% do mês anterior. Pesquisa da Reuters apontou que a expectativa de analistas era de alta de 1,05% em outubro, acumulando em 12 meses alta de 10,45%.

De acordo com os dados do IBGE, o setor que mais contribuiu para a alta da inflação em outubro foi transportes, com alta de 2,62%.

Bolsonaro tem apontado o ICMS cobrado por estados como principal responsável pela elevação dos preços dos combustíveis, embora os preços nas refinarias tenham sido constantemente reajustados para cima pela Petrobras, estatal controlada pela União chamada mais cedo hoje de "monstrengo" por Bolsonaro.

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