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Bolsonaro chama Petrobras de 'monstrengo': 'Espero privatizar parte dela'

Do UOL, em São Paulo*

10/11/2021 10h12

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a falar hoje sobre sua intenção de privatizar a Petrobras, dizendo que a estatal é um 'monstrengo'. Em entrevista à Rádio Cultura do Espírito Santo, Bolsonaro ainda repetiu o discurso de que a empresa trabalha para que seus acionistas não tenham prejuízos, sem apresentar dados que sustentem a afirmação.

O presidente tem repetido nas últimas semanas que pretende privatizar a Petrobras, mas na última semana a companhia informou ao mercado que o governo negou a existência de qualquer recomendação de inclusão da empresa no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

Hoje, ele falou pela primeira vez em privatizar apenas parte da Petrobras. "Não tenho ingerência sobre a Petrobras, tanto que espero privatizar parte dela, o que não é fácil. Já entrei em contato com a equipe econômica", disse.

Bolsonaro declarou pela primeira vez que tinha vontade de privatizar a Petrobras no dia 14 de outubro, em meio à disparada do preço do combustível. Desde então, o presidente retomou ao assunto com frequência, dizendo que a empresa "só dá dor de cabeça" e é um problema. Hoje ele adicionou mais um adjetivo.

"A Petrobras é um monstrengo, é uma coisa estatal, tem monopólio e vive em função dela. Ela vive das legislações existentes para que os acionistas nunca tenham, não digo prejuízo, mas lucro bom", disse.

A União é o maior acionista da Petrobras e, consequentemente, a maior beneficiária dos dividendos pagos pela estatal. Bolsonaro tem criticado com frequência nos últimos dias a distribuição de lucros da Petrobras a seus acionistas.

A alta dos preços dos combustíveis, que têm sido constantemente reajustados pela Petrobras, está entre os fatores por trás da queda na aprovação de Bolsonaro e de seu governo, de acordo com pesquisas de opinião.

Governo negou estudos de privatização

Na semana passada, a Petrobras informou que o Ministério da Economia encaminhou comunicação à empresa afirmando que não há estudos para a privatização da empresa.

Segundo o ministério, não há fato relevante a ser informado ao mercado pela União neste momento sobre a eventual inclusão da desestatização da petroleira no Programa de Parcerias de Investimentos.

O ministério disse ainda à companhia, na véspera, que não há avaliações em curso que tratem da privatização no âmbito da Secretária Especial do Programa de Parcerias de Investimentos da pasta.

Já o Ministério de Minas e Energia afirmou à empresa que não tem conhecimento da existência de qualquer decisão, ato ou fato relevante da União Federal que deva ser comunicado à Petrobras para subsequente divulgação ao mercado.

*Com informações da Agência Reuters e Estadão Conteúdo.

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