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Mercado sobe pela 16ª vez seguida previsão para inflação em 2022, para 7,89%

O IPCA deve avançar 7,89% neste ano e 4,10% em 2023, segundo as novas projeções -  Emil Kalibradov/Unsplash
O IPCA deve avançar 7,89% neste ano e 4,10% em 2023, segundo as novas projeções Imagem: Emil Kalibradov/Unsplash

Luana Maria Benedito

São Paulo

02/05/2022 10h40

A expectativa de economistas para a alta dos preços ao consumidor neste ano e no próximo voltou a subir, mostrou a pesquisa semanal Focus do Banco Central nesta segunda-feira, embora o prognóstico para a atividade econômica em 2022 tenha melhorado ligeiramente, mesmo diante do cenário inflacionário desafiador.

O IPCA deve avançar 7,89% neste ano e 4,10% em 2023, segundo as novas projeções, ante taxas de 7,65% e 4,00%, respectivamente, estimadas antes. A previsão para 2022 emendou sua 16ª alta seguida, enquanto a do ano que vem foi ajustada para cima pelo quarto relatório consecutivo.

Ambas as contas indicam que a inflação superará os centros dos objetivos oficiais —que são de 3,50% para este ano e 3,25% para o próximo, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Num contexto de deterioração sucessiva das expectativas de alta dos preços, o mercado manteve estimativa da semana anterior de que o Banco Central elevará a taxa Selic, atualmente em 11,75%, a 12,75% em sua reunião desta semana e a 13,25% até o final deste ano. Houve ajuste para cima na projeção para o patamar dos juros ao fim de 2023, a 9,25%, de 9,00% antes.

Apesar da inflação alta e da perspectiva de uma política monetária em níveis ainda mais restritivos, houve leve melhora na conta para a expansão econômica em 2022. Os economistas consultados agora esperam que o Produto Interno Bruto (PIB) avance 0,70% neste ano, contra taxa de 0,65% vista anteriormente. O prognóstico de 2023 foi mantido em crescimento de 1,00%.

A pesquisa Focus voltou a ser divulgada na segunda-feira —embora fora do horário normal, de 8h25 (de Brasília)— depois de ser retomada na terça passada ao fim de um hiato de quase um mês, provocado por greve de servidores do Banco Central. A greve, que afetou a publicação de vários outros indicadores econômicos, chegou a ser suspensa, mas será retomada na terça-feira, segundo o Sindicato Nacional dos Funcionários do BC.