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Ibovespa cai pressionado por Petrobras e BB; China limita perdas em dia sem NY

30/05/2022 11h46

Por Andre Romani

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da bolsa brasileira registrava queda nesta segunda-feira, após abertura positiva, à medida que novo recuo de Petrobras e baixa de Banco do Brasil ofuscavam os ganhos nos mercados internacionais devido ao relaxamento de restrições contra a Covid-19 em cidades importantes na China.

Vale e B3 eram as principais influências positivas ao índice.

Às 11:33 (de Brasília), o Ibovespa caía 0,59%, a 111.280,02 pontos. O volume financeiro era de 5,4 bilhões de reais.

As bolsas em Wall Street estão fechadas nesta segunda-feira por causa de feriado "Memorial Day" nos Estados Unidos, o que pode levar a menor volume de negócios no mercado local.

"Ações da Petrobras caem forte, mesmo com alta do petróleo e China reduzindo restrições com Covid", disse Pedro Galdi, analista da Mirae Asset Corretora, que espera pregão volátil em meio ao feriado nos Estados Unidos.

Os principais índices de ações na Europa avançavam, após alta das praças acionárias na Ásia, depois que Xangai anunciou a suspensão de um lockdown de dois meses a partir de 1º de junho. Uma autoridade local disse que a cidade fará todos os esforços necessários para acelerar a recuperação econômica.

Em Pequim, alguns distritos encerraram regras de trabalho remoto e retomaram a maioria das operações do transporte público, embora um novo caso de Covid-19 fora das zonas de quarentena, após três dias sem registros, tenha renovado cautela com a situação da cidade.

No Brasil, o diretor de política monetária do Banco Central, Bruno Serra, participa de evento no meio do dia.

O indicador de inflação IGP-M, destaque da agenda doméstica de dados macroeconômicos nesta segunda-feira, desacelerou para alta de 0,52% em maio, contra avanço de 1,41% em abril, disse a FGV, mas ainda assim ficou acima das expectativas do mercado de aumento de 0,46%, com base em pesquisa da Reuters com analistas.

DESTAQUES

- PETROBRAS PN cedia 3,3% e ON caía 3%, mesmo com leve alta do preço do petróleo Brent, que passava de 120 dólares o barril antes de reunião da União Europeia sobre sanções à Rússia. As ações da estatal recuaram forte na sexta-feira devido aos ruídos políticos em torno do comando e da política de preços da companhia. PETRORIO ON avançava 0,6% após receber da Repsol Sinopec o waiver de direito de aquisição de uma fatia de 10% no campo de Albacora Leste e divulgar a certificação de reservas do ativo. 3R PETROLEUM ON subia 1,1%.

- VALE ON ganhava 1,4%, diante de alta dos contratos futuros de minério de ferro em Dalian e Cingapura devido ao relaxamento de restrições na China e esforços do governo chinês para fortalecer a economia doméstica. Siderúrgicas operavam em direções distintas

- GRUPO SOMA ON tinha alta de 1,7%, MULTIPLAN ON crescia 1,6% e BR MALLS ON exibia acréscimo de 0,6%.

- BTG PACTUAL UNIT expandia 1,6% e B3 ON subia 1,2%, a terceira alta consecutiva. INTER UNIT desvalorizava-se 0,2%, a sexta queda seguida.

- BANCO DO BRASIL ON diminuía 3,1%, a quinta baixa em sequência, e BRADESCO PN reduzia 0,8%, enquanto ITAÚ UNIBANCO PN registrava elevação de 0,3%.

- ENEVA ON encerrava série de quatro altas seguidas e retraía 0,3%, após dizer que não há documentos vinculativos celebrados para uma potencial compra da termelétrica Celse, em Sergipe. O Brazil Journal disse que a empresa fez um oferta de 6 bilhões de reais pelo ativo, a maior termelétrica em operação na América Latina.

- EMBRAER ON apontava ganhos de 1%. A fabricante de aeronaves espera recuperar-se dos impactos da pandemia neste ano e vê o período de 2023 a 2026 como de crescimento, disse o presidente da empresa nesta segunda-feira, em evento.