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BC do Japão mantém juros ultrabaixos e alerta para quedas bruscas do iene

17/06/2022 07h32

Por Leika Kihara e Kantaro Komiya

TÓQUIO (Reuters) - O Banco do Japão manteve os juros ultrabaixos nesta sexta-feira e prometeu defender seu teto para os rendimentos dos títulos com compras ilimitadas, contrariando uma onda global de aperto monetário numa demonstração de determinação em se concentrar em apoiar a recuperação econômica.

A decisão era amplamente esperada, mas decepcionou alguns agentes do mercado que especularam que o banco central japonês poderia ceder às forças do mercado e ajustar sua política de limite dos rendimento.

Entretanto, num aceno ao golpe que as recentes quedas bruscas do iene podem ter sobre a economia, o banco disse que deve "observar de perto" o impacto que os movimentos das taxas de câmbio podem ter sobre a economia.

"As recentes quedas rápidas do iene aumentam a incerteza sobre as perspectivas e dificulta que as empresas estabeleçam planos de negócios. Portanto, é negativo para a economia e indesejável", disse o presidente do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, em uma coletiva de imprensa.

Na reunião política que terminou nesta sexta-feira, o banco manteve sua meta de -0,1% para taxas de curto prazo e seu compromisso de orientar o rendimento de 10 anos em torno de 0% por uma votação de 8-1.

O banco central também manteve sua orientação de deixar as taxas em níveis "atuais ou baixos" e intensificou um programa para comprar uma soma ilimitada de títulos do governo de 10 anos a 0,25%.

"Aumentar as taxas de juros ou apertar a política monetária agora adicionaria mais pressão para baixo em uma economia que está em meio à recuperação da dor da pandemia de Covid-19", disse Kuroda, deixando de lado a chance de um aumento das taxas a curto prazo.

Ele também disse que o banco central não tolerará um aumento no rendimento de 10 anos acima de seu limite implícito de 0,25%, e que não tem nenhum plano para aumentar o limite superior, apesar da pressão do aumento dos rendimentos globais.

(Reportagem de Leika Kihara; reportagem adicional de Tetsushi Kajimoto, Kantaro Komiya e Daniel Leussink)