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Ibovespa fecha quase estável com Vale e Weg minando efeito de NY

20/07/2022 17h48

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou quase estável nesta quarta-feira, com a queda de mais de 2% da Vale, após dados operacionais e revisão de previsões, e de 3,6% da Weg, após balanço do segundo trimestre, minando o efeito positivo procedente de Wall Street.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com variação positiva de 0,04%, a 98.286,83 pontos. O volume financeiro totalizou 22 bilhões de reais.

Nos Estados Unidos, o S&P 500 avançou 0,59%, com investidores encontrando sinais positivos sobre a economia nos últimos resultados corporativos, apesar de crescentes receios com a inflação e uma ação mais restritiva do Federal Reserve.

Ainda no cenário externo, os analistas Luis Novaes e Régis Chinchila, da Terra Investimentos, também chamaram a atenção para a decisão do Banco Central Europeu (BCE) na quinta-feira, como mais um componente que ajudou a segurar o Ibovespa.

Há expectativas no mercado de que a autoridade monetária europeia eleve os juros pela primeira vez em mais de uma década.

No Brasil, a Weg abriu a temporada de balanços do segundo trimestre das empresas do Ibovespa, que deve ganhar fôlego na próxima semana, com os números de Ambev, Suzano, Petrobras, entre outros.

Analistas da Genial Investimentos afirmaram que, nesta temporada, o mercado acompanhará de perto a eficiência operacional das empresas, ou seja, o quanto que o quadro inflacionário está impactando os resultados corporativos.

Eles veem empresas ligadas à commodities como destaques positivos, ainda refletindo preços altos nos últimos meses, enquanto consumo discricionário deve mostrar um trimestre ainda difícil.

Também no radar, segundo citou a equipe da Genial em relatório a clientes, estará o que as empresas irão sinalizar de expectativas e dificuldades para os próximos trimestres.

DESTAQUES

- VALE ON caiu 2,16%, a 67,39 reais, após dados que mostraram queda na produção do minério de ferro no segundo trimestre na comparação ano a ano, com revisão para baixo na previsão para o ano. Para analistas, o ajuste na projeção sinalizou maiores dificuldades para que a mineradora atinja meta de alcançar uma capacidade produtiva de 400 milhões de toneladas por ano.

- WEG ON recuou 3,6%, 25,99 reais, após queda de 19,5% no lucro líquido do segundo trimestre ante mesmo período do ano anterior, com recuo de margens operacionais. Analistas do Bradesco BBI consideraram bons os resultados da empresa, mas destacaram que a lucratividade continua a se acomodar em um nível mais baixo. Eles reduziram o preço-alvo das ações de 34 para 32 reais e reiteraram recomendação "neutra".

- LOCAWEB ON saltou 15,54%, a 6,69 reais, beneficiada pelo desempenho positivo do setor de tecnologia nos EUA, além de expectativas otimistas para os resultados do segundo trimestre. Entre eles, os do Credit Suisse afirmaram esperar uma combinação de receitas robustas e recuperação da margem Ebitda, apesar da desaceleração do comércio eletrônico. O BTG Pactual disse que a ação estava em um bom ponto de entrada.

- VIA ON valorizou-se 12,99%, a 2,61 reais, com o setor de varejo como um todo na ponta positiva, em meio a perspectivas de arrefecimento da inflação no Brasil no segundo semestre, além de aposta em aumento no consumo das famílias. MAGAZINE LUIZA ON avançou 10,04%, a 3,07 reais, e AMERICANAS ON subiu 4,51%, a 16,92 reais.

- PETROBRAS PN fechou com variação negativa de 0,03%, a 29,17 reais, em sessão queda dos preços do petróleo no exterior, onde o barril de Brent, usado como referência pela companhia, recuou 0,4%, a 106,92 dólares. A petrolífera divulga dados do segundo trimestre sobre sua produção na quinta-feira, após o fechamento do mercado.

- ITAÚ UNIBANCO PN e BRADESCO PN recuaram 1,27% cada, para 23,32 reais e 17,04 reais, respectivamente.