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Meta de inflação não está na pauta do CMN, diz Haddad

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se encontrará com Roberto Campos Neto, presidente do BC, nesta quinta (16) - Reuters
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se encontrará com Roberto Campos Neto, presidente do BC, nesta quinta (16) Imagem: Reuters

Victor Borges

Em Brasília

14/02/2023 19h36Atualizada em 14/02/2023 19h36

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira que a meta de inflação não está na pauta da reunião do CMN (Conselho Monetário Nacional) desta semana, em meio a ruídos no mercado financeiro por temores sobre um possível aumento da meta.

Formado por Haddad, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, o CMN irá se reunir na quinta-feira após críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aliados à taxa de juros e ao nível da meta de inflação, que ele disse considerar baixo.

Essa será a primeira reunião do conselho, a quem cabe fixar as metas de inflação a serem perseguidas pelo BC, no novo governo.

"Não está na pauta", disse Haddad, ao ser questionado por jornalistas na portaria do Ministério da Fazenda se o tema da meta de inflação seria discutido na reunião.

A fala de Haddad ocorre um dia após Campo Neto ter afirmado no programa Roda Viva, da TV Cultura, que o BC não propôs ao governo um aumento da meta de inflação para ganhar flexibilidade na política monetária, negando rumores que vinham rondando os mercados desde a semana passada.

O ministro ainda voltou a defender uma harmonização entre a política monetária e a fiscal, ressaltando que, sem esse alinhamento, "fica ruim para todos alcançarem suas metas".

Haddad afirmou que, na entrevista ao Roda Viva, Campos Neto reconheceu que as medidas de ajuste fiscal anunciadas pela equipe econômica no mês passado estão na direção correta.

"Como os resultados virão, eu tenho certeza que isso vai ajudar a política monetária a concluir que nós estamos talvez com uma taxa de juros neste momento que compromete os objetivos do país", disse Haddad.

Segundo ele, na comparação mundial o Brasil está em uma situação mais confortável no que diz respeito à inflação, mas menos confortável nos juros.