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Yellen faz visita surpresa à Ucrânia para reafirmar ajuda econômica

27/02/2023 14h52

Por Rod Nickel

KIEV (Reuters) - A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, chegou a Kiev nesta segunda-feira em visita surpresa para reafirmar o apoio norte-americano à Ucrânia na luta contra a invasão russa e promover a ajuda econômica ao país.

Yellen se reuniu com o presidente Volodymyr Zelenskiy e outros importantes funcionários do governo ucraniano poucos dias depois do início do segundo ano da guerra, repetindo as garantias dadas pelo presidente dos EUA, Joe Biden, há uma semana em Kiev.

"A América estará com a Ucrânia o tempo que for necessário", disse Yellen, cercada por sacos de areia no gabinete ministerial, ao primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmyhal.

Shmyhal, falando por meio de intérprete, disse que os dois discutiram novas sanções dos EUA à Rússia com o objetivo de enfraquecer a economia e forças armadas e "confiscar ativos russos congelados e colocá-los em benefício da recuperação da Ucrânia".

Porém, Yellen disse a repórteres em entrevista por telefone que ainda havia obstáculos legais significativos para apreender totalmente os 300 bilhões de dólares em ativos do banco central russo congelados por sanções.

Yellen também anunciou a transferência do primeiro 1,25 bilhão de dólares da última parcela de 9,9 bilhões de dólares de assistência econômica e orçamentária de Washington.

Após uma reunião privada com Zelenskiy no final da tarde, o Tesouro norte-americano disse que Yellen elogiou o presidente ucraniano "por sua liderança e determinação diante da guerra ilegal e não provocada".

O Tesouro disse que acolheu as ações de Zelenskiy para fortalecer a governança e combater a corrupção – ações necessárias para garantir que a ajuda econômica dos EUA seja gasta com responsabilidade.

Yellen visitou Kiev em seu caminho de volta para Washington de uma reunião de líderes financeiros do G20 em Bengaluru, na Índia, onde pediu aos colegas que aumentem a ajuda econômica à Ucrânia e insistiu que os ministros do G20 condenassem veementemente a invasão russa.

(Reportagem adicional de David Lawder)