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Haddad diz que BC tem 'janela de oportunidade' para reduzir juros

Ministro da Fazenda Fernando Haddad em apresentação da nova regra fiscal - Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda
Ministro da Fazenda Fernando Haddad em apresentação da nova regra fiscal Imagem: Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda

Eduardo Simões

Colaboração para o UOL, em São Paulo

13/04/2023 10h52

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira que o Banco Central tem uma "janela de oportunidade" para reduzir a taxa básica de juros e que essa medida será necessária para, de acordo com o ministro, destravar o mercado de capitais.

"Agora quero crer que o Banco Central tem uma janela de oportunidade que eu espero que seja aproveitada para que o Brasil possa pensar em crescimento econômico sustentável", disse Haddad a jornalistas em Xangai, onde acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em visita oficial à China.

Indagado sobre se conta com uma saída antecipada do cargo do presidente do BC, Roberto Campos Neto, alvo de críticas constantes de Lula, de aliados do presidente e de demais membros do governo, Haddad respondeu: "Não, eu conto com a baixa dos juros".

Ao justificar a "janela de oportunidade" para a redução dos juros, o ministro mencionou a alta menor que a esperada na inflação anunciada nesta semana e a valorização recente do real frente ao dólar.

"Tudo está convergindo para aquilo que eu chamo de harmonizar o fiscal com o monetário. Tudo está convergindo nessa direção. Veja aí os efeitos da queda da inflação, o câmbio, o real mais valorizado, as variáveis se estabilizando, a curva de juros futuro caindo. Enfim, há sinais evidentes", disse.

"É necessário (reduzir os juros), porque o mercado de capitais está travado aguardando as medidas da autoridade monetária", acrescentou, afirmando ainda que "sem sombra de dúvida a taxa de juros inviabiliza muitos investimentos".

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reunirá novamente nos dias 2 e 3 de maio e a expectativa dos agentes do mercado financeiro é de que o colegiado decida pela manutenção da taxa Selic no patamar atual.