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Cogna tem resultado acima do esperado no 1º tri, com Kroton em destaque

11/05/2023 20h17

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) -A Cogna Educação mais do que dobrou o lucro líquido ajustado no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, para 117,7 milhões de reais, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira, tendo o desempenho da Kroton como principal destaque do período.

Incluindo amortizações relacionadas a aquisições, a companhia, dona da Anhanguera e da Vasta, registrou lucro líquido de 54,4 milhões de reais, ante prejuízo de 13,1 milhões de reais um ano antes.

Projeções de analistas compiladas pela Refinitiv apontavam lucro líquido de 19,4 milhões de reais.

"Foi um trimestre muito animador", afirmou o presidente-executivo da Cogna, Roberto Valério Neto, ressaltando que foi o melhor primeiro trimestre em termos de geração de caixa e Ebitda dos últimos quatro anos.

O desempenho operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) aumentou 20,6%, para 517,1 milhões de reais, também acima das projeções de analistas, que apontavam Ebitda de 428,4 milhões de reais. A margem Ebitda subiu 2,5 pontos percentuais, para 38,9%.

Em termos recorrentes, o Ebitda cresceu 12,6%, para 452,4 milhões de reais, com a margem ficando quase estável, em 34%, ante 34,1% nos primeiros três meses de 2022.

A receita líquida totalizou 1,3 bilhão de reais, alta de 13% ano a ano, com expansão em todas as três unidades de negócios --Kroton (+14,9%), Vasta (+5,8%) e Saber (+30,8%)--, enquanto as despesas corporativas, que incluem com pessoal, geral e administrativas, recuaram 10,3%.

Nos primeiros três meses de 2023, a Cogna teve uma geração de caixa operacional após investimentos (capex) de 227 milhões de reais, expansão de 27,4% ano a ano.

Valério afirmou que a companhia tem uma perspectiva de crescimento de geração de caixa bem positiva, reafirmando a projeção de chegar a 1 bilhão de reais em geração de caixa operacional em 2024.

O fluxo de caixa livre, porém, ficou negativo em 625,3 milhões de reais, contra fluxo negativo de 188,9 milhões de reais um ano antes, afetado principalmente pelo volume de dívida amortizado nos primeiros meses de 2023.

A companhia encerrou março com a relação dívida líquida/Ebitda ajustado dos últimos 12 meses em 2,03 vezes, de 2,10 vezes no final do ano passado. E avalia que não precisará captar ou reperfilar sua dívida em 2023.

"Para este ano, não precisamos. Nós precisamos para o ano que vem, para o compromisso do ano que vem, mas eu acredito que daqui até lá, espero, o cenário também seja melhor. E nós vamos estar mostrando mais crescimento, mais geração de caixa, então o custo da dívida vai ser menor também", explicou.

Na terça-feira, a Yduqs, dona da Estácio e do Ibmec, também divulgou resultado acima do esperado no primeiro trimestre, com Ebitda ajustado de 484,4 milhões de reais, e projeções consideradas positivas por analistas para o segundo trimestre, fazendo suas ações dispararem mais de 20% na quarta-feira.

(Edição Andre Romani)