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Petrobras vai distribuir R$ 15 bilhões a acionistas após lucro operacional

A Petrobras informou que seu conselho de administração aprovou nesta quinta-feira (3) o pagamento de distribuição de remuneração aos acionistas no valor de 1,149304 real por ação ordinária e preferencial, como antecipação relativa ao exercício de 2023.

Os dividendos serão pagos em duas parcelas iguais. Serão 0,574652 por ação ordinária e preferencial, em 21 de novembro de 2023, e 0,574652 real por ação em 15 de dezembro de 2023.

Lucro líquido de R$ 28,8 bilhões

O lucro líquido da Petrobras recuou 47% no segundo trimestre ante o mesmo período do ano passado, para R$ 28,8 bilhões, em meio a uma queda dos preços do petróleo no mercado internacional e dos combustíveis no Brasil, informou a companhia nesta quinta-feira.

A receita de vendas da companhia somou R$ 113,8 bilhões, baixa de 33,4% na comparação com um ano antes.

O preço médio do petróleo tipo Brent ficou em US$ 78,39 por barril entre abril e junho, queda de 31,1% versus um ano antes, segundo o balanço da empresa, que notou que as cotações dos combustíveis no país acompanharam o mercado da commodity no exterior.

O resultado também sofreu impacto de uma baixa contábil de R$ 1,9 bilhão, diante de maiores despesas relativas à segunda unidade de refino da Rnest, com aumento do escopo do projeto, disse a petroleira, ponderando que o empreendimento é ainda resiliente e com valor presente líquido (VPL) positivo.

A empresa também foi afetada por maiores despesas tributárias, diante do imposto temporário sobre a exportação de petróleo a partir do Brasil, que vigorou por quatro meses a partir de março e trouxe um impacto de 1 bilhão de reais para a empresa no segundo trimestre.

Apesar do recuo no lucro, houve folga para o conselho de administração da Petrobras aprovar remuneração aos acionistas no valor de R$ 1,149304 por ação ordinária e preferencial, o equivalente a R$ 15 bilhões.

Em nota, o CEO da Petrobras, Jean Paul Prates, declarou que a companhia "apresentou uma performance financeira e operacional consistente no segundo trimestre, mantendo sua rentabilidade de maneira sustentável e com total atenção às pessoas.

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"Vamos seguir trabalhando, focados no presente, mas também de olho no futuro, preparados para a transição energética justa e investindo no futuro da companhia e do Brasil."

A companhia informou também que o resultado trimestral teve impacto positivo de ganhos da venda dos Polos Potiguar e Norte Capixaba, com R$ 3,4 bilhões.

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado totalizou R$ 56,7 bilhões no segundo trimestre, queda de 42,3% ante o mesmo período de 2022.

A produção de petróleo da companhia no Brasil recuou 0,6% entre abril e junho ante o mesmo período do ano passado, para 2,1 milhões de barris por dia, com desinvestimentos, manutenções e declínio natural de campos antigos, conforme informou anteriormente.A petroleira destacou ainda que as suas operações seguem contribuindo com forte arrecadação de tributos no país. No segundo trimestre, foram pagos R$ 56,1 bilhões em tributos para União e entes estaduais e municipais.

*Com reportagem de Marta Nogueira e Peter Frontini

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