Ibovespa avança com exterior ajudando Vale e Petrobras; Casas Bahia desaba

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa avançava nesta quinta-feira pelo quarto pregão seguido, com as ações da Vale e da Petrobras entre os principais suportes na esteira da alta do minério de ferro e do petróleo no exterior, enquanto os papéis do Grupo Casas Bahia desabavam após precificar oferta de ações.

Investidores também repercutiam decisão da autoridade monetária da China de reduzir a taxa de compulsório de bancos, em mais uma medida para estimular a segunda maior economia do mundo, assim como uma bateria de dados dos Estados Unidos, enquanto aguardam decisão do Federal Reserve na próxima semana.

Às 11h38, o Ibovespa subia 0,86%, a 119.186,43 pontos, tendo chegado a 119.315,82 pontos na máxima até o momento. O volume financeiro no pregão, véspera de vencimento de opções sobre ações, somava 6,4 bilhões de reais.

Na visão da equipe da Ágora Investimentos, o ambiente externo sugere a continuidade do movimento positivo que vem sendo observado na bolsa brasileira ao longo da semana, "ainda que o fôlego deva continuar limitado pelas preocupações em torno das contas públicas".

Em Wall Street, o S&P 500 subia 0,51%, em meio à manutenção de expectativas de uma pausa nos aumentos da taxa de juros pelo Federal Reserve em setembro.

DESTAQUES

- VALE ON avançava 3,9%, a 69,99 reais, conforme os futuros do minério de ferro subiram pelo quarto pregão na Ásia. Além disso, analistas do JPMorgan publicaram relatório elevando suas previsões para os preços da commodity, bem como o preço-alvo dos papéis da mineradora e de outras empresas do setor, assim como a recomendação de BRADESPAR PN, que se valorizava 6,15%.

- PETROBRAS PN tinha elevação de 1,63%, a 33,57 reais, também favorecida pela alta dos preços do petróleo no exterior. A estatal deu início na véspera ao processo de licenciamento ambiental para 23 gigawatts (GW) de parques de energia eólica offshore na costa brasileira, em iniciativa que alavanca seus planos de descarbonização e a coloca como a principal empresa do país para projetos da nova tecnologia de geração renovável.

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- GRUPO CASAS BAHIA ON desabava 21,62%, a 0,87 real, tendo chegado a 0,76 real no pior momento, após vender ações a 0,80 real por papel em follow-on. Riscos de uma antecipação de dívida e a possibilidade de investidores desistirem de participar da oferta de ações também pressionavam as ações. No setor, MAGAZINE LUIZA ON cedia 0,38%, a 2,61 reais, após cair a 2,46 reais mais cedo.

- ITAÚ UNIBANCO PN tinha oscilação positiva de 0,07%, a 27,77 reais, enquanto BRADESCO PN mostrava acréscimo de 0,74%, a 15 reais.

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