Aeronave presidencial decola com 32 brasileiros retirados da Cisjordânia

(Reuters) - Uma aeronave da Presidência da República decolou nesta quarta-feira da capital da Jordânia, Amã, para repatriar 32 brasileiros que estavam na Cisjordânia, informou o Ministério das Relações Exteriores em comunicado, em mais uma fase da Operação Voltando em Paz, que já transportou para o Brasil outras 1.413 pessoas, em meio ao crescente conflito entre Israel e o grupo militante palestino Hamas na região.

De acordo com o Itamaraty, o avião utilizado pela Força Aérea Brasileira (FAB) se trata do mesmo que aguardava no Cairo, capital do Egito, pela liberação dos brasileiros que tentam sair da Faixa de Gaza, foco do conflito no momento. Uma outra aeronave de igual porte foi enviada como substituta.

Mais cedo, o governo havia informado em comunicado que tinha concluído o transporte dos brasileiros retirados da Cisjordânia para o Aeroporto Internacional Rainha Alia, a fim de embarcá-los para o Brasil ainda nesta quarta.

A operação envolveu inicialmente três veículos, que buscaram os brasileiros espalhados por onze cidades na Cisjordânia e os levaram até Jericó, onde ocorreram os tramites migratórios e a passagem pela fronteira com a Jordânia, disse o comunicado. Em seguida, um ônibus fretado levou os passageiros para Amã.

A Cisjordânia, o outro território além da Faixa de Gaza que abriga a população palestina, tem visto uma escalada na violência desde o início da ofensiva retaliatória de Israel por conta dos ataques do Hamas em 7 de outubro, apesar de a maior parte das operações israelenses ainda ocorrerem em Gaza.

Na segunda-feira, autoridades palestinas disseram que cerca de 329 palestinos haviam morrido por ataques israelenses na Cisjordânia, enquanto em Gaza o total de mortos já passa de 8.700 pessoas.

No comunicado de mais cedo, o governo afirmou que segue monitorando a situação dos 34 brasileiros que aguardam autorização na Faixa de Gaza para cruzar a fronteira com o Egito.

A fronteira foi aberta pela primeira vez nesta quarta-feira desde o início do conflito para a saída de palestinos feridos e pelo menos 320 cidadãos estrangeiros, incluindo nacionais de Austrália, Finlândia, Japão, entre outros países, disseram fontes egípcias.

A diplomacia brasileira ainda segue em busca de um cessar-fogo humanitário em Gaza. No mês passado, uma proposta de resolução do país no Conselho de Segurança das Nações Unidas, que pedia a abertura de corredores humanitários para a saída de refugiados e o transporte de suprimentos no enclave, foi vetada pelos Estados Unidos.

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(Por Fernando Cardoso)

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