Etanol e gasolina fecham outubro com queda de 1% no Brasil, diz ValeCard

SÃO PAULO (Reuters) - Os preços médios do etanol hidratado e da gasolina nos postos do Brasil fecharam outubro com queda de 1%, segundo pesquisa da ValeCard divulgada nesta sexta-feira, com o combustível renovável sendo pressionado por uma grande safra enquanto o fóssil recuou após uma redução nas cotações da Petrobras.

O etanol hidratado (usado diretamente nos veículos) apresentou queda de 0,97% em outubro em comparação com o registrado em setembro, com média de 3,776 reais por litro, segundo a ValeCard, empresa especializada em soluções de mobilidade, que faz o levantamento com base em transações realizadas em mais de 25 mil estabelecimentos credenciados.

"Assim como havia ocorrido em setembro, o etanol registrou queda em outubro por causa da alta da produção de cana-de-açúcar e do combustível renovável", disse o Head de inovação e portfólio na ValeCard, Brendon Rodrigues.

Na primeira quinzena de outubro, o centro-sul produziu 1,77 bilhão de litros de etanol, alta de 27,82% na comparação anual, segundo dados da associação de produtores Unica.

A gasolina vendida nos postos, que tem uma mistura de 27% de etanol anidro, registrou queda de 1% em outubro, em comparação com o registrado em setembro, com média de 5,946 reais por litro.

"Em outubro, após um leve aumento no início do mês, tivemos quatro quedas semanais seguidas, as quais, somadas, geraram a redução mensal de 1%. Para o mês de novembro o cenário ainda é muito incerto, pois os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio podem mexer com os preços do petróleo e, consequentemente, forçarem a Petrobras a novos reajustes", disse Rodrigues.

Em 19 de outubro, a Petrobras anunciou redução de 4,1% na gasolina, além de uma alta de 6,6% no preço do diesel.

O preço do diesel S-10 nos postos de combustíveis apresentou aumento de 0,22% em outubro, em comparação com o registrado em setembro, com média de 6,392 reais por litro.

"Após ter subido mais de 10% em setembro, o preço do diesel teve variação menor em outubro devido às importações do combustível. Mas o viés segue de alta, pois o reajuste nas refinarias da Petrobras a partir de 21 de outubro ainda não foi totalmente repassado pelo varejo e a situação no campo externo, principalmente na Rússia, segue incerta", pontuou Rodrigues.

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(Por Roberto Samora)

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