Ibovespa avança com balanços em foco; Petrobras pesa

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa orbitou os 120 mil pontos nesta quarta-feira, buscando a sexta alta seguida, com Totvs entre os maiores ganhos após resultado trimestral, em mais uma pregão cheio de balanços, mas o declínio de Petrobras e movimentos de realização de lucro enfraqueciam o fôlego no pregão brasileiro.

Às 12:03, o Ibovespa subia 0,03%, a 119.306,94 pontos. Desde a abertura, chegou a 119.975,84 pontos na máxima e tocou 119.154,38 pontos na mínima. O volume financeiro somava 7 bilhões de reais.

Em Nova York, o sinal positivo prevalecia, com o S&P 500 em alta de 0,11%, ajudado pelo desempenho das ações de empresas "megacaps", conforme os investidores avaliam uma série de comentários de autoridades do Federal Reserve para avaliar as perspectivas para a taxa de juros.

No Brasil, a equipe da Ágora Investimentos destacou que investidores aguardam a votação da reforma tributária, depois que o Senado aprovou requerimento de cronograma especial para acelerar a tramitação do texto. Isso dá condições regimentais para o texto ser analisado nesta semana pelo plenário da Casa.

"Em paralelo, a temporada de resultados continua a pleno vapor e deve trazer mais direcionadores para as ações", acrescentou em relatório enviado a clientes.

Números da B3 também têm mostrado entrada de capital externo na bolsa neste começo de mês, com saldo positivo de 2,4 bilhões de reais nas primeiras três sessões, em movimento apoiado no alívio recente na curva de juros nos Estados Unidos. Em outubro, as vendas superaram as compras em quase 2,9 bilhões de reais.

DESTAQUES

- PETROBRAS PN recuava 1,66%, a 34,34 reais, em dia de queda dos preços do petróleo no exterior, com o barril de Brent operando em baixa de 0,31%. Investidores seguem na expectativa do desfecho de assembleia de acionistas convocada para o final do mês para decidir sobre mudanças no estatuto da companhia, bem como de esperadas mudanças no plano estratégico da estatal. A Petrobras divulgará também nesta semana seu resultado do terceiro trimestre.

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- TOTVS ON subia 6,80%, a 30,64 reais, após a empresa de softwares registrar um lucro líquido aos controladores de 427,7 milhões de reais no terceiro trimestre, avanço de 187,4% frente ao mesmo período de 2022. O chamado lucro caixa, que exclui efeitos de despesas com amortização de intangíveis oriundos de aquisições e engloba ajustes ligados à participação na unidade Techfin, avançou 28,9%, para 214,8 milhões de reais. A receita líquida consolidada, ajustada por efeitos na Techfin, cresceu 18,9%.

- CASAS BAHIA ON disparava 3,51%, a 0,59 real, mantendo o rali dos últimos pregões. A companhia divulgou mais cedo que a estruturação de fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC), em fase pré-operacional, buscará uma captação inicial de 600 milhões de reais, mas pode chegar a 1,5 bilhão de reais. Ela ainda reporta o resultado do terceiro trimestre após o fechamento. MAGAZINE LUIZA ON operava estável, a 1,77 real

- ELETROBRAS ON avançava 1,35%, a 38,22 reais, com o balanço do terceiro trimestre mostrando um lucro líquido de 1,477 bilhão de reais, revertendo o prejuízo de 100 mil reais registrado um ano antes. O Ebitda somou 4,815 bilhões de reais, alta de 99%. A companhia também afirmou que irá reabrir seu segundo plano de demissão voluntária (PDV) com mais 101 vagas, para atingir 1.574 colaboradores, com uma economia adicional de custos esperada de 61 milhões de reais no quarto trimestre.

- BTG PACTUAL UNIT subia 0,55%, a 33,03 reais, tendo no radar alta de 19% no lucro líquido ajustado do terceiro trimestre, para 2,7 bilhões de reais, com o crescimento de receitas para 5,7 bilhões de reais superando as previsões de analistas, enquanto o retorno ajustado sobre o patrimônio líquido (ROAE) foi de 23,2% no terceiro trimestre, maior nível desde 2015. O total de recursos de terceiros atingiu 1,5 trilhão de reais no terceiro trimestre.

- DEXCO ON caía 10,60%, a 6,75 reais, após a companhia reportar lucro líquido recorrente de 94,8 milhões de reais no terceiro trimestre, uma queda de 41,8% frente ao mesmo período de 2022. O Ebitda ajustado recorrente encolheu 30,7%, com queda em margem, enquanto a receita líquida consolidada caiu 18,2%, com declínio no volume expedido em Deca, Revestimentos Cerâmicos e Painéis.

- AREZZO ON caía 1,92%, a 61,37 reais, tendo de pano de fundo o desempenho da companhia no terceiro trimestre com lucro líquido recorrente de 107,176 milhões de reais, alta de 4,2% ano a ano, enquanto o Ebitda recorrente somou 217,531 milhões de reais, aumento de 27,9% na comparação anual, com expansão de margem. A receita líquida teve elevação de 11,2%.

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- VALE ON subia 0,59%, a 70,49 reais, uma vez que os futuros do minério de ferro se recuperaram nesta quarta-feira, com o sentimento sendo impulsionado após um discurso do governador do banco central da China sobre apoio ao setor imobiliário, o maior consumidor de aço do país. O contrato mais negociado na Dalian Commodity Exchange (DCE) encerrou o dia com alta de 1,03%, a 935 iuanes (128,46 dólares) a tonelada.

- ALPER ON, que não faz parte do Ibovespa, saltava 10,00%, a 40,15 reais, após a WP Itacaré, ligada à norte-americana Warburg Pincus, manifestar intenção de realizar uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) visando o controle da companhia de seguros ao preço de 43,50 reais por papel. Na máxima, mais cedo, as ações chegaram a 41 reais.

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