Continental planeja milhares de demissões em divisão automotiva

BERLIM (Reuters) - A fabricante alemã de autopeças Continental disse nesta segunda-feira que vai demitir milhares de trabalhadores em sua divisão automotiva em todo o mundo como parte de um plano para economizar 400 milhões de euros por ano a partir de 2025.

O número exato de cortes de pessoal não ficou claro de imediato, mas será da ordem de "meados de quatro dígitos", disse a empresa.

A notícia chega em meio a relatos de que a Continental planeja uma reestruturação e possíveis vendas de ativos, com o presidente-executivo, Nikolai Setzer, dizendo em setembro que estava considerando uma mudança no controle da divisão ContiTech.

Os principais negócios do grupo são a fabricação de pneus, a divisão automotiva, que também produz software e recursos de segurança, e tecnologia de direção autônoma, e uma terceira divisão que produz tecnologias digitais para automóveis e outros setores, chamada ContiTech.

A publicação de negócios alemã Manager Magazin relatou os cortes planejados na divisão automotiva no domingo, dizendo que eles poderiam chegar a cerca de 5.500, sendo que mais de 1.100 dos quais estariam nas 30 unidades da empresa na Alemanha.

O grupo como um todo empregava cerca de 200 mil pessoas em 57 países e mercados no final de 2022.

A declaração da Continental nesta segunda-feira não confirmou o número relatado pela Manager Magazin, mas disse que os cortes planejados se concentrarão na simplificação e na racionalização de sua estrutura comercial e administrativa por meio de uma série de medidas, desde vendas até pesquisa e desenvolvimento e produção.

O número de áreas de negócios dentro da divisão será reduzido de seis para cinco, com o segmento Smart Mobility dissolvido e alocado em outras áreas.

Na semana passada, a empresa informou que o negócio automotivo voltou a dar lucro no terceiro trimestre e previu um trimestre forte pela frente. No entanto, a empresa também disse que a demanda por carros de passeio crescerá mais lentamente no próximo ano.

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(Por Andrey Sychev e Victoria Waldersee)

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