BC da China deve aumentar injeção de liquidez na 4ª, mas manter taxa de juros inalterada

XANGAI/CINGAPURA (Reuters) - O banco central da China deve aumentar suas injeções de liquidez mas manter a taxa de juros inalterada quando rolar os empréstimos de médio prazo próximos do vencimento na quarta-feira, mostrou uma pesquisa da Reuters.

Embora partes da economia da China comecem a mostrar sinais de melhoria após a recessão de meados do ano, o mercado imobiliário e as exportações continuam a contrair. Contudo, os mercados acreditam que a pressão negativa sustentada sobre o iuan está limitando a margem para as autoridades adotarem uma flexibilização monetária mais agressiva.

A China intensificou recentemente o seu estímulo fiscal com a recém-aprovada emissão de títulos soberanos de 1 bilhão de iuanes, num momento em que a recuperação econômica instável também exige mais apoio de liquidez, disseram observadores do mercado.

Todos os 31 participantes do mercado entrevistados nesta semana esperam que o Banco do Povo da China injete novos fundos para superar os 850 bilhões de iuanes (116,53 bilhões de dólares) em empréstimos de um ano da ferramenta de empréstimo de médio prazo (MLF, na sigla em inglês) na quarta-feira.

Entre eles, 28, ou 90% de todos os entrevistados, não previram nenhuma mudança no custo dos empréstimos , que se situa atualmente em 2,5%, enquanto os três restantes projetam uma redução marginal da taxa de juros.

“Não esperamos que o banco central reduza significativamente as taxas  básicas, já que a maioria das autoridades não acredita que os juros sejam a principal razão para a atual fraqueza econômica”, disse Wang Tao, economista-chefe para China no UBS.

"Além disso, as taxas norte-americanas 'mais altas por mais tempo' e a pressão de depreciação sobre o iuan também podem restringir o corte das taxas", disse ela.

Ainda assim, Wang espera que o banco central reduza a taxa da MLF em mais 10 pontos-base e reduza a taxa de compulsório dos bancos em mais 25 pontos antes do final do ano, a fim de ajudar a suavizar o impacto do aumento da emissão de títulos do governo nos próximos meses.

(Por Wu Fang e Winni Zhou em Xangai e Tom Westbrook em Cingapura)

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