Funcionários da Starbucks entram em greve em centenas de lojas nos EUA

(Reuters) - Funcionários de centenas de lojas da Starbucks nos Estados Unidos abandonaram seus postos nesta quinta-feira em meio a um evento promocional importante para a empresa, exigindo melhoria nas condições de trabalho, informou o sindicato do setor.

A paralisação ocorre durante o evento Red Cup Day, no qual a Starbucks distribui gratuitamente copos vermelhos reutilizáveis ​​e com temática natalina aos clientes.

A Starbucks afirmou nesta quinta-feira que suas lojas nos EUA estavam "abertas" e acrescentou que "algumas dezenas de lojas com alguns parceiros (estavam) em greve" e que mais da metade dessas lojas estava aberta "atendendo aos clientes".

Cerca de uma dezena de trabalhadores fez manifestação em frente à loja da Starbucks no Astor Place, no campus da Universidade de Nova York, que seguiu operando.

O Red Cup Day costuma ser um grande impulsionador do tráfego nas lojas da Starbucks, com dados da Placer.ai mostrando que as visitas às lojas nos EUA no ano passado aumentaram 94% em relação à média diária do ano todo.

O Workers United, sindicato que representa mais de 9 mil funcionários da Starbucks em cerca de 360 lojas nos EUA, afirmou que o evento é um dos "dias mais difíceis e com falta de pessoal", com equipes reduzidas e pedidos se acumulando, enquanto os funcionários enfrentam abusos de clientes frustrados devido aos longos tempos de espera.

A Starbucks tem quase 10 mil lojas próprias nos EUA e, de acordo com a empresa, menos de 3% delas são representadas por um sindicato.

No ano passado, trabalhadores de mais de 100 lojas da Starbucks nos EUA realizaram uma greve de um dia no Red Cup Day.

(Reportagem de Granth Vanaik em Bengaluru)

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