Siemens faz previsão acima do esperado após resultado recorde no trimestre

Por Christoph Steitz e Alexander Hübner

FRANKFURT/MUNIQUE (Reuters) - A Siemens disse nesta quinta-feira que o crescimento das vendas vai desacelerar em 2024, mas ainda assim vai superar as expectativas do mercado, com a empresa citando uma perspectiva que leva em conta a contínua desestocagem por parte dos clientes em seu principal mercado, a China.

O grupo alemão, cujos produtos são usados para automatizar fábricas e edifícios, disse que espera um crescimento de receita de 4% a 8% nos próximos 12 meses, menos do que o aumento de 11% registrado no ano comercial de 2023.

Mas isso ainda é significativamente mais alto do que a estimativa de 3,7% do mercado compilada pela LSEG, o que fazia as ações da Siemens subirem até 6,6% nesta quinta-feira.

Em sua principal unidade de automação industrial, o grupo espera "um desenvolvimento econômico brando com demanda lenta - especialmente na China e na Alemanha - e com desestocagem nos principais países" no primeiro semestre do ano fiscal de 2024, disse o vice-presidente financeiro, Ralf Thomas.

"Presumimos que as tendências de melhoria começarão a se materializar no segundo semestre do ano fiscal de 2024", disse ele a jornalistas.

A Siemens é a mais recente empresa a destacar as condições mais difíceis do mercado, com a rival suíça ABB sinalizando no mês passado queda de encomendas na China.

A Siemens teve resultado recorde no trimestre de julho a setembro, que mostrou aumento de 10% na receita, para 21,4 bilhões de euros. Analistas, em média, esperavam faturamento de 20,99 bilhões de euros, segundo pesquisa da empresa.

O lucro industrial também cresceu, 7%, para um recorde de 3,4 bilhões de euros. A expectativa média de analistas era de lucro de 3,34 bilhões de euros.

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"A Siemens superou todas as métricas no quarto trimestre", escreveram os analistas do Deutsche Bank, apontando também o recorde "excepcional" de fluxo de caixa livre do grupo, de 10 bilhões de euros.

A empresa tem trabalhado com uma enorme carteira de pedidos, que somava 111 bilhões de euros no final de setembro, acima dos 110 bilhões no final de junho.

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