Citi reitera "compra" de Arezzo, mas reduz preço-alvo

SÃO PAULO (Reuters) - Analistas do Citi reiteraram recomendação de "compra" para as ações da Arezzo, mas reduziram o preço-alvo dos papéis de 98 para 89 reais, conforme relatório enviado a clientes nesta sexta-feira, detalhando os principais tópicos abordados em encontro com executivos da companhia.

"Em nossa opinião, a Arezzo continua tendo uma sólida história de crescimento de receita com razoável expansão de margem. Contudo, reconhecemos que a empresa precisaria melhorar o ciclo de caixa (cash conversion) para melhorar a percepção dos investidores", afirmaram João Pedro Soares e Felipe Reboredo.

Eles afirmaram que se reuniram com o CFO Rafael Sachete e com a diretora de RI Victoria Machado, após a divulgação na semana passada do balanço da companhia. E chamaram a atenção para o desempenho pior das ações em relação ao Ibovespa, apesar de o Ebitda superar as projeções no mercado.

Desde a apresentação de suas demonstrações financeiras do período de julho a setembro, em 7 de novembro, após o fechamento do mercado, as ações da Arezzo acumularam acréscimo de 1,3% até a última quinta-feira. No mesmo intervalo, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, valorizou-se 4,5%.

Nesse contexto, os analistas afirmaram que as discussões com investidores centraram-se em expectativas de crescimento no curto e no médio prazos para marcas antigas e AR&CO, capital de giro, investimentos e alocação de capital e despesas gerais e administrativas (SG&A).

Conforme o relato do Citi, o CFO está confiante de que a empresa pode entregar um crescimento de receita do grupo de 10% a 15% para 2024, expandir a margem principalmente por meio da alavancagem operacional e entregar fluxo de caixa livre "em linha" com os lucros.

Os executivos também sinalizaram uma faixa de estrutura de capital sustentável de zero a 0,5 vez dívida líquida/Ebitda pós IFRS 16, de acordo com os analistas.

Após o encontro, a equipe do banco norte-americano reduziu suas previsões de vendas em 2,6% e 2,7% para 2024 e 2025, respectivamente incorporando uma visão "mais conservadora", especialmente para a marca Schutz. E também incorporaram uma premissa "ligeiramente mais conservadora" para AR&CO."

Eles agora veem a receita líquida consolidada somando 5,565 bilhões de reais no próximo ano e 6,233 bilhões de reais em 2025. Para 2023, o prognóstico passou de 5,001 bilhões de reais para 4,891 bilhões de reais.

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Os analistas mantiveram as projeções para a margem Ebitda, mas reduziram as estimativas para o lucro líquido em 2,1% e 3,9% para 2024 e 2025, respectivamente, como resultado de menor crescimento de vendas; agora veem a última linha do balanço em 512 milhões e 625 milhões de reais, respectivamente.

(Por Paula Arend Laier)

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