Minério de ferro de Dalian cai com problemas persistentes no setor imobiliário

CINGAPURA (Reuters) - Os contratos futuros do minério de ferro na bolsa de Dalian caíram nesta sexta-feira, com a continuidade dos problemas no setor imobiliário da China e com a notícia de um limite nos volumes de negociação, embora as perdas tenham sido limitadas por sinais de recuperação da demanda por aço.

O minério de ferro mais negociado para janeiro na Bolsa de Mercadorias de Dalian da China, caiu 0,4%, para 963,5 iuanes (132,96 dólares) por tonelada no fechamento, mas encerrou a semana com alta de 1,4%, registrando sua quinta semana consecutiva de ganhos.

Na Bolsa de Cingapura, o minério de ferro de referência de dezembro caiu 2,2%, a 130,96 dólares por tonelada. No entanto, o contrato subiu 3,3% até agora na semana, caminhando para seu quarto ganho semanal consecutivo.

Os preços das casas novas na China caíram pelo quarto mês em outubro, segundo dados oficiais divulgados na quinta-feira, já que as medidas de apoio do governo pouco fizeram para dissipar o desânimo que paira sobre os consumidores do país e seu setor imobiliário, que está sobrecarregado de dívidas.

"A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) está investigando o que considera preços 'excessivamente altos' e Dalian ajustou o limite de negociação de futuros de minério de ferro", disse Atilla Widnell, diretor administrativo da Navigate Commodities, na quinta-feira.

A Bolsa de Mercadorias de Dalian estabeleceu na quarta-feira um limite para os volumes diários de negociação de futuros de minério de ferro de no máximo 500 lotes em contratos para entrega de janeiro a maio de 2024.

"Dados recentes da Associação de Ferro e Aço da China (CISA) mostram que ... a produção de aço bruto nas principais usinas aumentou 2,4% em relação ao final de outubro, para 1,97 milhão de toneladas por dia no início de novembro, já que algumas usinas aumentaram a produção este mês em meio à melhora das margens de lucro e ao fortalecimento dos preços do aço", disseram analistas do ING em uma nota.

(Reportagem de Ashley Fang)

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