Thyssenkrupp tem prejuízo de 2,1 bi de euros em área siderúrgica; negociações com EPH se arrastam

Por Christoph Steitz e Tom Käckenhoff

FRANKFURT/ESSEN, Alemanha (Reuters) - A alemã Thyssenkrupp anunciou nesta quarta-feira uma desvalorização de 2,1 bilhões de euros em sua unidade siderúrgica devido a uma perspectiva "sombria" no setor, destacando os desafios nos esforços para atrair o grupo de energia tcheco EPH como coproprietário do negócio.

Apesar disso, o conglomerado industrial registrou seu primeiro fluxo de caixa livre positivo antes de fusões e aquisições em sete anos, um indicador-chave para investidores, elevando suas ações para o nível mais alto em mais de sete semanas.

As ações da Thyssenkrupp chegaram a subir até 8,6% após o grupo anunciar que o fluxo de caixa livre antes de fusões e aquisições foi de 363 milhões de euros e propor um dividendo estável de 0,15 euro por ação.

Como resultado da desvalorização, a Thyssenkrupp, que tenta se desfazer de sua divisão siderúrgica há vários anos, registrou um prejuízo líquido de 2 bilhões de euros no quarto trimestre, enquanto o lucro operacional ajustado caiu 45%, para 88 milhões de euros.

"Para ser direto, não estamos ganhando dinheiro o suficiente", disse o presidente-executivo da Thyssenkrupp, Miguel Lopez, durante a conferência anual de imprensa da empresa. "Há expectativas claras de que finalmente conseguiremos controlar a situação."

A Thyssenkrupp, que, além de aço, fabrica submarinos, peças de automóveis e opera um grande negócio de comércio de materiais, disse estar em negociações construtivas e abertas com a EPH sobre uma potencial joint venture com participação de 50% cada no setor siderúrgico.

Lopez não quis especular sobre quando uma possível joint venture poderia se concretizar, apenas dizendo que mesmo se as negociações com a EPH falhassem, a empresa tinha um plano B para a unidade, sem especificar.

"Mas ainda estamos confiantes de que... chegaremos a um resultado positivo", disse Lopez em relação às negociações com a EPH.

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(Reportagem de Christoph Steitz e Tom Kaeckenhoff)

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