Minério de ferro cai na bolsa de Cingapura após China intensificar intervenção

PEQUIM (Reuters) - Os contratos futuros do minério de ferro em Cingapura recuaram nesta segunda-feira, com a cautela intensificada depois que a China, maior consumidora de minério do mundo, emitiu avisos sobre o aumento da supervisão do mercado, e com os investidores aguardando detalhes do governo sobre estímulos ao mercado imobiliário.

O contrato de referência de dezembro do minério de ferro na Bolsa de Cingapura caiu 0,64%, a 133 dólares por tonelada.

O contrato de janeiro do minério de ferro mais negociado na Dalian Commodity Exchange (DCE) da China encerrou o dia com alta de 0,36%, a 980,5 iuanes (135,97 dólares) a tonelada.

O planejador estatal da China disse na sexta-feira que reforçaria a supervisão do minério de ferro nos portos e se protegeria contra o entesouramento e a especulação, a fim de manter um mercado ordenado, na segunda medida lançada em uma semana para conter a alta dos preços.

Uma série de estímulos relacionados ao mercado imobiliário foi revelada nas últimas semanas como parte dos esforços para reavivar o setor em dificuldades, impulsionando o sentimento e contribuindo para os contínuos ganhos de preços.

A demanda mais fraca por aço durante os meses de inverno também está limitando o aumento do preço do minério de ferro.

"O recuo nos preços do minério de ferro deve-se, em parte, ao fato de que os preços do aço não conseguiram registrar mais ganhos depois de encontrar resistência dos consumidores do setor downstream", disse Cheng Peng, analista da Sinosteel Futures, com sede em Pequim.

"Os preços provavelmente serão negociados dentro de uma faixa estreita no curto prazo até que haja outro sinal claro, seja do início do reabastecimento de inverno ou de um novo estímulo macroeconômico."

Outros ingredientes para a fabricação de aço acentuaram a trajetória de alta com a expectativa de uma oferta mais restrita, após a suspensão da produção em algumas minas no principal centro de produção de carvão da província de Shanxi, no norte da China, depois do aumento dos acidentes de mineração.

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(Reportagem de Amy Lv e Dominique Patton em Pequim)

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