PIB do 3° tri é garantia de que economia crescerá mais de 3% este ano, diz Pimenta

(Reuters) - O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Paulo Pimenta, disse nesta terça-feira que o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para o 3º trimestre "é a garantia" de que a economia brasileira crescerá mais de 3% neste ano.

"Com isso, o Ministério do Planejamento, mas principalmente a equipe do ministro (da Fazenda Fernando) Haddad, estão vibrando porque isto é a garantia que o PIB esse ano cresce mais do que 3%", disse Pimenta durante live ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Berlim.

Mais cedo, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que o PIB do país registrou expansão de 0,1% no terceiro trimestre na comparação com os três meses anteriores, marcando o terceiro trimestre seguido de expansão depois de queda de 0,1% nos últimos três meses do ano passado.

Economistas consultados pela Reuters previam que a economia brasileira teria retração de 0,2%.

No início da live, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reiterou sua confiança no crescimento econômico contínuo do Brasil e argumentou que com a aprovação de medidas econômicas sendo discutidas no Congresso, a economia ficará ainda mais forte.

"Com as medidas que estamos tomando no Congresso... eu acho que o brasileiro pode esperar uma economia cada vez mais forte", disse Haddad.

O governo tem feito um esforço concentrado nas últimas semanas para aprovar uma série de propostas no Congresso que podem elevar a arrecadação federal, que não está acompanhando o crescimento da economia. Anteriormente, Lula se referiu à situação como "crise engraçada".

Na semana passada, o Senado aprovou o projeto de lei que estabelece a taxação de "offshores" e fundos exclusivos, que podem resultar na arrecadação de mais de 20 bilhões de reais, de acordo com expectativas. No entanto, a Casa adiou a votação da medida que impõe tributação sobre apostas esportivas.

O projeto da reforma tributária, que Haddad chamou nesta terça-feira de "a mais ampla da nossa história", está de volta à Câmara dos Deputados após ser aprovada pelos senadores no mês passado e também tem sido alvo de esforços do governo para ser promulgada ainda neste ano.

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(Por Fernando Cardoso, em São Paulo)

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