Cbic aposta em mercado imobiliário no mínimo estável em 2024

SÃO PAULO (Reuters) - A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) espera que o setor de construção civil, no mínimo, mantenha no próximo ano o ritmo de venda de imóveis observado nos três anteriores, de cerca de 320 mil unidades, afirmou o presidente da entidade, Renato Correia, nesta sexta-feira.

"Isso ocorre há três anos. Então, muito dificilmente, nós vamos vender menos do que 320 mil imóveis", disse Correia a jornalistas, em apresentação do desempenho do setor em 2023 e perspectivas para 2024, ressaltando que esse patamar de vendas ocorreu mesmo com taxas de juros altas.

Dados da Cbic divulgados no fim de novembro apontaram para 314 mil unidades residenciais vendidas nos últimos 12 meses até setembro, contra 326 mil no mesmo período em 2022 e 322 mil em 2021. O consolidado de 2023 será divulgado somente em fevereiro.

Correia também disse esperar um aumento nos lançamentos do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, que ganhou novas condições este ano, de cerca de 15%, e uma possível recuperação no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) em 2024.

"Eu acredito que no MCMV deve acontecer, no FGTS, algo em torno de 15% a mais (de lançamentos)", disse. "E no SBPE, que nós tivemos cerca de 20, 30% a menos de lançamentos no ano, eu acho que pode haver uma recuperação no segundo semestre."

O presidente da entidade disse não conseguir avaliar o percentual previsto para o SBPE, mas espera "no mínimo o que lançamos em 2023".

(Reportagem de Patricia Vilas Boas; )

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