Petróleo sobe 2% na sessão, mas registra sétima queda semanal consecutiva

Por Shariq Khan

BENGALURU (Reuters) - Os preços do petróleo subiram mais de 2% nesta sexta-feira, depois que dados dos Estados Unidos deram suporte a expectativas de crescimento da demanda, mas caíram pela sétima semana consecutiva, na mais longa sequência de recuos semanais em meia década, devido a preocupações com um persistente excesso de oferta.

Os futuros do petróleo Brent fecharam a 75,84 dólares por barril, alta de 2,4%, na sessão, enquanto os futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA fecharam a 71,23 dólares, avanço de 2,7%.

Na semana, ambos os contratos de referência perderam 3,8%, depois de atingirem na quinta-feira o menor nível desde o final de junho, um sinal de que muitos traders veem um excesso de oferta no mercado.

Também endossando o recuo recente nos preços, dados da China mostraram que as importações de petróleo em novembro caíram 9% em relação ao ano anterior, uma vez que os elevados níveis de estoques, os fracos indicadores econômicos e a desaceleração das encomendas por refinarias independentes reduziram a demanda.

No entanto, as altas desta sexta-feira podem ser um sinal de que o mercado encontrou um piso por enquanto, depois de cair durante seis sessões consecutivas, disse Phil Flynn, analista do Price Futures Group.

Dados divulgados pelo Departamento do Trabalho dos EUA mostraram um crescimento de emprego mais forte do que o esperado, sinalizando uma força subjacente do mercado de trabalho que deve apoiar a demanda por combustível no maior mercado de petróleo do mundo.

Enquanto isso, a Arábia Saudita e a Rússia, os dois maiores exportadores de petróleo, pediram na quinta-feira que todos os membros da Opep+ aderissem a um acordo de cortes na produção, apenas alguns dias depois de uma reunião turbulenta do grupo de produtores.

Na semana passada, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados concordaram com cortes de produção totalizando 2,2 milhões de barris por dia (bpd) para o primeiro trimestre do próximo ano. Entretanto, o mercado tem se preocupado com a possibilidade de alguns membros não cumprirem seus compromissos.

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(Reportagem de Shariq Khan, Paul Carsten, Stephanie Kelly, Muyu Xu)

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