Wall Street renova máximas do ano com foco em inflação e Fed

Por Chuck Mikolajczak

NOVA YORK (Reuters) - Os principais índices acionários dos Estados Unidos registraram ganhos modestos nesta segunda-feira, mas ainda assim renovaram os maiores níveis do ano, com investidores na expectativa por relevantes catalisadores de mercado nesta semana, incluindo leituras de inflação e a reunião de política monetária do Federal Reserve, que influenciarão fortemente as expectativas de investidores sobre a trajetória da taxa de juros.

Investidores acreditam cada vez mais que o banco central norte-americano encerrou seu ciclo de aumento da taxa básica de juros e que poderá cortá-la no primeiro semestre do próximo ano. Essas expectativas ajudaram a alimentar uma recuperação das ações nas últimas semanas, o que levou cada um dos três principais índices aos seus maiores níveis de fechamento do ano.

Embora os mercados previssem uma probabilidade superior a 50% de um corte nas taxas em março pelo Fed na semana passada, dados divulgados na sexta-feira mostraram que o crescimento do emprego acelerou e a taxa de desemprego caiu, enquanto um relatório separado mostrou que as expectativas de inflação ao consumidor caíram. Os dados aumentaram as esperanças de que a inflação possa continuar a desacelerar sem que a economia entre em recessão e as expectativas para um corte em março diminuíram.

Investidores ficarão de olho nos dados do índice de preços ao consumidor na terça-feira, que devem mostrar que a inflação cheia permaneceu inalterada em novembro, seguidos pelo índice de preços ao produtor e pela última decisão do Fed sobre a taxa de juros do ano na quarta-feira.

O Dow Jones subiu 0,43%, para 36.404,93 pontos. O S&P 500 ganhou 0,39%, para 4.622,44 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq subiu 0,20%, para 14.432,49 pontos.

Os mercados precificavam quase que totalmente que o banco central deixará a taxa básica inalterada no anúncio de quarta-feira, mas ainda há dúvidas quanto ao momento do primeiro corte nos custos de empréstimos, com expectativas de um corte em março de pelo menos 0,25 ponto percentual em torno de 43% e uma chance de quase 75% para maio, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME.

(Reportagem de Chuck Mikolajczak)

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