Produção de briquetes da Vale deve crescer para cerca de 50 mi t a partir de 2030

VITÓRIA (Reuters) - A produção de briquetes da Vale deverá somar cerca de 50 milhões de toneladas a partir de 2030, à medida que a mineradora quer ampliar a fabricação do produto que promete reduzir emissões na siderurgia com unidades no Brasil, Oriente Médio e Golfo do México, afirmaram executivos da empresa nesta terça-feira, após inauguração de uma fábrica em Vitória (ES).

Capaz de reduzir em até 10% as emissões de CO2 na siderurgia, o briquete foi desenvolvido pela Vale em meio a várias iniciativas para diversificar seu portfólio e atender uma demanda global crescente por soluções para a transição energética.

A unidade inaugurada nesta terça-feira pode produzir 2 milhões de toneladas por ano. Uma segunda unidade, com capacidade para 4 milhões de toneladas, deve entrar em operação no início de 2024.

O vice-presidente-executivo de Soluções de Minério de Ferro da Vale, Marcello Spinelli, disse que a empresa prevê atingir a capacidade total das duas unidades de briquetes no Brasil em 2025.

Segundo ele, a companhia prevê atingir produção de cerca de 100 milhões de toneladas por ano de pelotas e briquetes a partir de 2030, sendo aproximadamente de metade para cada produto.

"A pelota é o produto tradicional, e esse produto (briquete) é a base do crescimento futuro, é assim que a gente vai encarar e ajudar a descarbonização no mundo", afirmou Spinelli a jornalistas.

A Vale planeja outras oito unidades de produção de briquetes em diversos locais até 2030, priorizando a alocação próxima de clientes, segundo Spinelli.

O briquete, que começou a ser desenvolvido pela Vale há cerca de 20 anos e foi anunciado em 2021, é produzido a partir da aglomeração a baixas temperaturas de minério de ferro de alta qualidade utilizando uma solução tecnológica de aglomerantes, que confere elevada resistência mecânica ao produto final.

O produto poderá substituir sinter, pelota e granulado em altos-fornos e pelota em fornos de redução direta, cortando em até 10% a emissão de gases do efeito estufa na produção de aço em relação ao processo tradicional.

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(Por Marta Nogueira; texto de Roberto Samora)

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