Vendas no varejo dos EUA têm alta inesperada em novembro; pedidos semanais de auxílio-desemprego caem

WASHINGTON (Reuters) - As vendas no varejo dos Estados Unidos aumentaram inesperadamente em novembro com o início da temporada de compras de fim de ano, o que deve manter a economia em uma trajetória de crescimento moderado neste trimestre.

As vendas no varejo avançaram 0,3% no mês passado, informou o Departamento de Comércio nesta quinta-feira. Os dados de outubro foram revisados para baixo, mostrando uma queda de 0,2% nas vendas, em vez do recuo de 0,1% informado anteriormente. Economistas consultados pela Reuters projetavam recuo de 0,1% no mês.

As vendas no varejo são principalmente de bens e não são ajustadas pela inflação. Os gastos arrefeceram em relação a um ritmo robusto mais cedo no ano, em meio a custos de empréstimos mais altos.

O Federal Reserve manteve a taxa de juros na quarta-feira e sinalizou, em novas projeções econômicas, que o aperto histórico da política monetária ao longo dos últimos dois anos está no fim e que os custos de empréstimos ficarão mais baixos em 2024.

Excluindo automóveis, gasolina, materiais de construção e serviços de alimentação, as vendas no varejo aumentaram 0,4% no mês passado. Os dados de outubro foram revisados para baixo, mostrando estagnação em vez do ganho de 0,2% informado antes. Esse recorde das vendas no varejo corresponde mais estreitamente ao componente de gastos do consumidor do PIB.

Economistas esperam que os gastos do consumidor ajustados pela inflação cresçam a uma taxa anualizada de cerca de 2% neste trimestre, mais lenta do que o ritmo de 3,6% registrado no terceiro trimestre.

Um relatório separado do Departamento do Trabalho nesta quinta-feira mostrou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 19.000 na semana encerrada em 9 de dezembro, para 202.000 em dado com ajuste sazonal A projeção de economistas era de 220.000 solicitações para a última semana.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

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