Wall Street avança impulsionada por perspectiva de corte de juros

Por Stephen Culp

NOVA YORK (Reuters) - As ações dos Estados Unidos ganharam terreno nesta segunda-feira, com os participantes do mercado analisando expectativas crescentes de cortes na taxa de juros do Federal Reserve no próximo ano e aguardando uma semana de dados econômicos cruciais.

Um movimento de alta amplo, porém modesto, impulsionou os índices S&P 500 e Nasdaq para ganhos sólidos, enquanto o índice Dow Jones terminou estável.

Wall Street continua a estender sete semanas consecutivas de ganhos, a mais longa sequência de altas semanais do S&P 500 desde 2017.

O S&P 500 está agora a cerca de 1,2% de seu recorde histórico de fechamento, em meio ao crescente otimismo em relação aos cortes nos juros em 2024, um fervor que os formuladores de política monetária do Fed tentaram controlar nesta segunda-feira.

O presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, alertou que o banco central não se comprometeu previamente a cortar os juros tão cedo, enquanto a presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester, disse que os mercados financeiros haviam se adiantado "um pouco" em relação ao banco central sobre o momento e à extensão dos cortes das taxas.

Mesmo assim, os mercados financeiros precificaram uma probabilidade de 63,4% de que o banco central reduza a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual na reunião de política monetária de março, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME.

Nesta semana, está previsto que o Departamento de Comércio dos EUA divulgue seu terceiro e último resultado sobre o Produto Interno Bruto norte-americano do terceiro trimestre na quinta-feira, seguido por seu relatório do índice PCE na sexta-feira, que abrangerá o crescimento da renda, os gastos do consumidor e, principalmente, a inflação.

O Dow Jones manteve-se estável em 37.306,02 pontos. O S&P 500 subiu 0,45%, para 4.740,56 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 0,61%, para 14.904,81 pontos.

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Dos 11 principais setores do S&P 500, o de serviços de comunicação foi o que mais avançou, com os de imobiliário e de serviços públicos encerrando a sessão no território negativo.

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