Conteúdo publicado há 2 meses

Americanas obtêm aprovação de credores para plano de recuperação judicial

Os credores das Americanas aprovaram nesta terça-feira o plano de recuperação judicial da empresa, que inclui uma injeção de 12 bilhões de reais pelo trio de bilionários e acionistas de referência da companhia.

A aprovação é fundamental para a recuperação das Americanas. O plano precisa agora ser homologado pela Justiça, o que daria início a um período de dois anos para a empresa executá-lo.

O plano envolve injeção de 12 bilhões de reais por Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, além de 12 bilhões em conversão de dívida em ações da empresa.

Cerca de 91,1% dos credores aprovaram o acordo após mais de seis horas de discussão, enquanto, em termos de volume de dívida com as Americanas, 97,2% dos credores deram aval para o plano — a empresa precisava de maioria em ambos os cenários.

Segundo o administrador judicial, credores trabalhistas e pequenas empresas não participaram da votação, uma vez que não houve alteração nas condições de pagamento acertadas com as partes, que representam menos de 1% da dívida das Americanas.

A aprovação já era esperada, já que as Americanas, ao longo das últimas semanas, vinha anunciando a obtenção de apoio dos principais credores, como Bradesco, Santander, Itaú e Safra.

Os credores, contudo, chegaram a considerar a suspensão da votação do plano de recuperação judicial e prorrogação para 22 de janeiro, após serem incluídas pequenas mudanças à proposta de reestruturação. No entanto, a proposta foi rejeitada por maioria dos votos.

Do aporte de cerca de 12 bilhões de reais previsto pelo trio de acionistas, do 3G Capital, 1,5 bilhão de reais já foi injetado, enquanto outros 3,5 bilhões serão aportados em até 15 dias após a data de homologação do plano.

A proposta aprovada pelos credores também inclui a obrigação da Americanas de vender a cadeia de hortifrúti Natural da Terra e sua participação de 70% na Uni.Co, que opera franquias como Puket e Imaginarium.

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As vendas da unidade digital das Americanas e da fintech Ame também são possibilidades, mas elas não são obrigatórias pelo plano.

As Americanas entraram com pedido de recuperação judicial no início deste ano após descobrir inconsistências contábeis de mais de 20 bilhões de reais.

As ações da varejista fecharam em queda de 5,26% nesta terça-feira, a 90 centavos cada, antes da aprovação do plano.

O papel da empresa acumula desvalorização de mais de 90% neste ano, embora tenha recuperado algum terreno em relação à mínima histórica de 67 centavos atingida em setembro.

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