Ações fecham em alta por animação com inflação no Reino Unido

Por Ankika Biswas e Khushi Singh e Sruthi Shankar

(Reuters) - As ações europeias fecharam em alta nesta quarta-feira, depois que sinais de inflação em rápido arrefecimento no Reino Unido impulsionaram os papéis britânicos, enquanto as ações da empresa farmacêutica belga Argenx afundaram depois de um estudo fracassado sobre medicamentos.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,19%, a 477,94 pontos, com um salto do índice FTSE 100 de Londres, em que blue-chips têm forte peso, depois de dados mostrarem que a inflação britânica caiu em novembro para sua taxa mais baixa em mais de dois anos, aumentando as apostas de que o Banco da Inglaterra cortará as taxas de juros no primeiro semestre do próximo ano.

Outros mercados regionais importantes, no entanto, fizeram uma pausa após uma recente série de ganhos, com investidores avaliando comentários de autoridades do Banco Central Europeu (BCE).

Dois dos principais formuladores de política monetária mais duros do BCE, incluindo o presidente do Bundesbank, Joachim Nagel, e seu colega holandês, Klaas Knot, juntaram-se ao coro de autoridades que tentam convencer investidores a não apostarem em futuros cortes nas taxas de juros.

Os mercados acionários dos EUA e da Europa se recuperaram nas últimas semanas com base nas expectativas de uma mudança para uma abordagem mais branda na política monetária do Federal Reserve e do BCE, após evidências de queda da inflação e desaceleração do crescimento econômico.

"As ações parecem estar bem preparadas para se recuperarem até o Natal e, dadas as alocações ainda subponderadas entre os gestores de fundos, pode haver combustível suficiente no tanque para manter a recuperação até janeiro e depois", observou Chris Beauchamp, analista-chefe de mercado da plataforma de negociação online IG.

Dados mostraram que os preços ao produtor alemão caíram mais do que o esperado em novembro, um dia depois que outro conjunto de números confirmou que a inflação da zona do euro desacelerou acentuadamente para 2,4% no mês passado, em uma base anual.

De modo geral, as esperanças de flexibilização da política monetária no próximo ano fizeram com que o STOXX 600 subisse quase 13% no acumulado do ano, com os índices DAX de Frankfurt e o CAC 40 de Paris sendo negociados perto de recordes.

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Entre os principais movimentos nesta quarta-feira, a Argenx caiu 25,6%, registrando sua maior perda percentual já registrada, depois que seu medicamento autoimune foi reprovado em um estudo que o testou em pacientes com duas doenças de pele.

Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 1,02%, a 7.715,68 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,07%, a 16.733,05 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,12%, a 7.583,43 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,01%, a 30.361,21 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 teve variação negativa de 0,06%, a 10.101,00 pontos.

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Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,32%, a 6.344,54 pontos.

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