Airbus ruma para recorde de encomendas de jatos em 2023, dizem fontes

Por Tim Hepher

PARIS (Reuters) - A Airbus está a caminho de quebrar os recordes de encomendas do setor aeroespacial em 2023, depois de uma onda de compras de aviões feitas por companhias aéreas europeias e de um mês acelerado de entregas até agora, disseram fontes do setor.

Os pedidos de um total de quase 200 jatos da easyJet e da Lufthansa na terça-feira parecem destinados a elevar as encomendas brutas até o momento neste ano acima do recorde de cerca de 1.800 em 2014, o pico do último grande ciclo.

As encomendas brutas fornecem uma indicação aproximada do ritmo de atividade do mercado em um determinado ano, embora os analistas digam que um indicador mais amplamente observado do desempenho de uma fabricante de aviões são os "pedidos líquidos", que excluem cancelamentos e conversões de modelos.

Esses números não estarão oficialmente disponíveis até janeiro, mas as fontes disseram que há grandes chances de que a Airbus também ultrapasse o recorde anterior de mais de 1.500 pedidos líquidos.

A Airbus não quis comentar sobre possíveis totais de fim de ano antes do anúncio do ano inteiro, previsto para 11 de janeiro.

As companhias aéreas estão se esforçando para encomendar novos aviões para renovar frotas existentes em meio ao temor de uma escassez nos próximos anos.

Tanto Airbus quanto Boeing, que também obteve um pedido importante da Lufthansa na terça-feira, podem anunciar mais negócios este mês, impulsionadas pela retomada da demanda após a pandemia, disseram fontes do setor.

Na sexta-feira, a Turkish Airlines anunciou 220 novos pedidos de aviões Airbus, além de 10 A350-900s que já estavam na carteira da Airbus como cliente não identificado. A empresa aérea turca indicou que planeja fazer um pedido comparável à Boeing.

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A Airbus entregou 623 aeronaves entre janeiro e novembro, restando 97 a serem entregues em dezembro para atingir a meta anual de 720 aviões.

Faltando pouco mais de 10 dias para o final do ano, o total chegou a cerca de 680 aviões, disseram fontes do setor, tirando um pouco da urgência da tradicional corrida de fim de ano da empresa para cumprir a meta.

É a segunda vez, desde a pandemia, que a Airbus tenta atingir 720 entregas em um ano, depois que as pressões de fornecimento frustraram a tentativa no ano passado.

Após um início de ano fraco, os analistas expressaram uma confiança crescente de que a Airbus cumprirá as metas de entrega em 2023, mas afirmam que o próximo ano será desafiador, com o aumento da produção prejudicado pela escassez de materiais e peças.

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