Itaú passa a ver dólar, inflação, Selic e rombo fiscal mais baixos em 2024

SÃO PAULO (Reuters) - O Itaú reduziu suas expectativas para os patamares do dólar, da inflação, da taxa básica de juros e do déficit primário ao final de 2024, disse o banco nesta quarta-feira em relatório de revisão de cenário.

Agora, o Itaú espera que a moeda norte-americana encerre o ano que vem a 4,90 reais, contra 5,25 estimados anteriormente.

"Vemos melhora no ambiente internacional, com o Federal Reserve começando a cortar juros mais cedo no ano que vem. Além disso, o prêmio de risco doméstico em nível baixo e o bom desempenho da balança comercial oferecem suporte para a moeda", disse o banco sobre a melhora nos prognósticos para o real.

Em relação à inflação, o Itaú passou a calcular alta de 3,6% do IPCA em 2024, contra 4,0% anteriormente, o que desencadeou ajuste para baixo na projeção para a taxa Selic. Agora, o banco estima os juros básicos a 9,00% daqui a um ano, contra previsão de 9,50% em seu último cenário.

Sobre a situação fiscal do país, o Itaú disse que "os riscos continuam elevados, considerando a incerteza sobre a disposição do governo em contingenciar despesas e o efetivo impacto arrecadatório das medidas que estão sendo aprovadas este ano" no Congresso.

Ainda assim, o banco revisou sua expectativa de déficit primário de 2024 para 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 1,2%, refletindo principalmente o deslocamento no tempo do pagamento de precatórios e receitas extraordinárias esperadas entre este ano e o próximo.

"Consideramos a manutenção da meta de resultado primário zero como um importante passo para a credibilidade do arcabouço fiscal e da estratégia de ajuste do governo", completou o Itaú.

O banco manteve projeção de crescimento do PIB de 2,9% e 1,8% em 2023 e 2024, respectivamente.

(Por Luana Maria Benedito)

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