Ibovespa tem pouca variação com liquidez menor; mercado aguarda medidas econômicas

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa mostrava pouca variação nesta quarta-feira, acompanhando desempenho tímido também dos principais futuros acionários em Wall Street, enquanto investidores aguardavam o anúncio de medidas econômicas no Brasil nesta semana.

Localiza, que opera na forma "ex" JCP no pregão, era a principal contribuição negativa ao índice, enquanto Vale estava na ponta contrária.

Às 11:21 (de Brasília), o Ibovespa subia 0,14%, a 133.717,32 pontos. Na máxima, foi a 133.772,15 pontos, renovando recorde intradiário mais uma vez, e, na mínima, caiu a 133.328,39 pontos. O volume financeiro somava 1,5 bilhão de reais.

"Diante do volume significativamente menor em razão do final de ano, é um pouco mais complexo de se observar o racional por trás das movimentações", disse o analista Luis Novaes, da Terra Investimentos.

"A nossa expectativa é que o índice se mantenha nessa faixa, considerando os últimos dois dias de negociação das bolsas globais, quando muito dos investidores já saíram completamente do mercado", acrescentou ele.

Um dos principais pontos no foco do mercado nesta semana é o anúncio de novas medidas econômicas pelo governo federal.

Na véspera, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o governo apresentará até quinta-feira uma alternativa ao veto à renovação da desoneração da folha de pagamentos das empresas.

Ele também disse que o governo deve lançar nesta semana um programa para companhias deduzirem investimentos em máquinas e equipamentos da base de cálculo de tributos em um prazo mais curto que o usual, sem detalhar os prazos do programa ou o custo ao Orçamento do próximo ano.

A agenda do dia ainda traz dados de novembro da dívida pública e do governo central, a serem divulgados à tarde.

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Nos Estados Unidos, os principais futuros acionários também exibiam pouca variação, após o S&P 500 se aproximar de sua máxima histórica na véspera. Apesar da falta de tração, os mercados seguem tendo como principal foco a perspectiva de corte de juros em 2024.

DESTAQUES

- VALE ON subia 0,73%, a 77,22 reais. Na Ásia, os contratos futuros do minério de ferro avançaram, com os agentes do mercado reagindo a dados industriais robustos na China em meio à expectativa de estímulo econômico e de forte demanda chinesa. Em Dalian, o contrato para maio mais negociado ganhou 0,5%, para 985,5 iuanes (137,93 dólares) por tonelada.

- ITAÚ UNIBANCO PN tinha alta 0,68%, a 33,88 reais, e BRADESCO PN subia 0,36%, a 16,94 reais, enquanto BANCO DO BRASIL ON cedia 0,2%.

- BRASKEM PNA perdia 1,15%, a 21,55 reais, após dizer, na véspera, que considera como "possível" a chance de perder um processo aberto pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos e avaliado em 1,46 bilhão de reais relacionado a danos causados pelo afundamento do solo em Maceió. Ainda assim, o papel acumula alta de cerca de 12% no mês.

- AZUL PN subia 0,8%, a 16,39 reais, enquanto GOL PN ganhava 0,98%, a 9,25 reais, em sessão de queda do petróleo, mas alta do dólar ante o real. De pano de fundo, a Azul anunciou na noite da véspera uma linha de crédito de 200 milhões de dólares securitizada para financiar processo de manutenção de motores de aviões de sua frota.

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- PETROBRAS PN passou a subir 0,08%, para 37,36 reais, à medida que o petróleo Brent reduziu queda no exterior. No setor, PRIO ON subia 0,37% e 3R PETROLEUM ON aumentava 0,64%, enquanto PETRORECONCAVO ON rondava a estabilidade.

- CASAS BAHIA ON avançava 2,56%, a 11,22 reais, caminhando para sua terceira sessão no azul consecutiva.

- BB SEGURIDADE ON mostrava recuo de 0,45%, a 33,46 reais, após anunciar na véspera a renúncia de Ullisses Silva Assis à presidência da empresa, sendo que o controlador indicou André Gustavo Haui para sucedê-lo. Até um novo presidente ser anunciado, o CFO Rafael Augusto Sperendio ocupará a posição de forma interina.

(Por André Romani)

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