Ibovespa hesita após renovar máximas, mas segue para melhor ano desde 2019

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa tinha variação modesta nesta quinta-feira, refletindo ajustes de posições no último pregão do ano na bolsa paulista e alguns movimentos de realização de lucros, conforme caminha para encerrar 2023 com o melhor desempenho em quatro anos.

Às 11:18, o Ibovespa caía 0,09%, a 134.077,37 pontos, tendo chegado a 134.270,36 pontos na máxima até o momento, novo recorde intradia. Na mínima, marcou 133.832,26 pontos. O volume financeiro somava 2,06 bilhões de reais.

A hesitação do Ibovespa ocorre após quatro altas seguidas, período em que acumulou ganho de 2,6%, tendo renovado consecutivamente suas máximas históricas. No ano, até o momento, o índice sobe 22,2%, maior alta anual desde 2019, quando avançou 31,6%.

No exterior, a sessão era marcada por queda dos futuros do minério de ferro e do petróleo, enquanto os futuros acionários norte-americanos tinham desempenho misto e os rendimentos dos Treasuries registravam acréscimos discretos.

Investidores também acompanharam nessa manhã entrevista coletiva do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na qual ele disse que o governo enviará ao Congresso proposta de reoneração gradual da folha de pagamento, com uma abordagem setor a setor.

A agenda brasileira ainda mostrou que o IPCA-15 acelerou em dezembro, com alta de 0,40%, superando previsões de economistas, mas, ainda assim, no acumulado do ano, apontando para uma inflação dentro do teto da meta do Banco Central.

Na visão da equipe da Ágora Investimentos, a última sessão da bolsa paulista no ano reflete alguma exaustão do movimento positivo registrado ao longo das semanas anteriores.

DESTAQUES

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- CVC BRASIL ON caía 6,23%, a 3,76 reais, tendo como pano de fundo o IPCA-15 mais forte do que o esperado em dezembro, com passagens aéreas respondendo pela maior pressão individual. De acordo com o ministro da Fazenda, o único componente da inflação que está preocupando o governo são as passagens aéreas.

- MAGAZINE LUIZA ON recuava 4,00%, a 2,16 reais, também afetada pelo avanço nas taxas de DI após a alta acima das expectativas do IPCA-15 neste mês. CASAS BAHIA ON perdia 2,24%, a 11,34 reais.

- MRVE&CO ON subia 1,54%, a 11,19 reais, tendo no radar anúncio de programa de recompra de ações na véspera, bem como conclusão da venda do empreendimento Biscayne Drive, nos Estados Unidos, pela sua subsidiária Resia por um valor geral de venda (VGV) de 55,2 milhões de dólares e margem bruta de 13%.

- TAESA UNIT avançava 1,48%, a 38,32 reais, com outros papéis do setor elétrico também na coluna positiva e após divulgar que aprovou dividendos intercalares de 228,003 milhões de reais. O índice do setor elétrico na B3 ganhava 0,38%.

- VALE ON caía 0,30%, a 77,17 reais, em meio ao declínio dos futuros do minério de ferro na China, com contrato mais negociado na Dalian Commodity Exchange perdendo 1,3%, para 976 iuanes (137,48 dólares) por tonelada no fechamento.

- PETROBRAS PN recuava 0,19%, a 37,29 reais, tendo de pano de fundo a queda dos preços do petróleo no mercado externo, onde o barril de Brent cedia 1,14%, a 78,74 dólares.

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- ITAÚ UNIBANCO PN tinha variação negativa de 0,18%, a 33,82 reais, enquanto BRADESCO PN mostrava acréscimo de 0,12%, a 17,00 reais.

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