Petroecuador declara "força maior" após protestos indígenas

QUITO (Reuters) - A Petroecuador, empresa estatal de petróleo do Equador, disse nesta sexta-feira que declarou "força maior" para as operações no campo de Ishpingo, localizado na província de Orellana, na região amazônica do país, devido a protestos de comunidades indígenas.

Os protestos impactaram as operações no campo, reduzindo a produção de petróleo em cerca de 17 mil barris por dia (bpd) desde 27 de dezembro, segundo a empresa em comunicado.

Os protestos da comunidade indígena Waorani Kawymeno estão afetando "a disponibilidade do petróleo Napo para exportação e obrigações contratuais", afirmou a Petroecuador no comunicado.

Em um vídeo divulgado pela mídia local, líderes da comunidade indígena acusam a Petroecuador de não cumprir acordos com o grupo nos últimos quatro anos e negam quaisquer alegações de sequestro de trabalhadores.

Os líderes de Kawmenyo disseram que estavam protestando pelo futuro de seus filhos, acrescentando que desejavam cuidados adequados de saúde, infraestrutura e serviços de educação. Eles apelaram à Petroecuador e aos funcionários públicos por uma solução, conforme vídeo publicado pela mídia local.

A produção de petróleo do Equador é regularmente afetada por protestos e apagões.

(Reportagem de Yury Garcia)

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