Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA caem mais do que o esperado

WASHINGTON (Reuters) - O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego caiu mais do que o esperado na semana passada, sugerindo que as condições do mercado de trabalho continuam bastante apertadas.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 18.000 na semana encerrada em 30 de dezembro, para 202.000 em dado com ajuste sazonal.

Economistas consultados pela Reuters previam 216.000 pedidos para a última semana. Os dados tendem a ser voláteis nessa época do ano por causa dos feriados.

Os pedidos têm oscilado na extremidade inferior de sua faixa de 194.000 a 265.000 para 2023. O mercado de trabalho está esfriando constantemente após os aumentos de 525 pontos-base na taxa de juros pelo Federal Reserve desde março de 2022.

A taxa de desemprego, no entanto, permanece abaixo de 4%, já que as empresas acumularam trabalhadores após as dificuldades de encontrar mão de obra após a pandemia da Covid-19.

Um relatório separado da empresa global de recolocação Challenger, Gray & Christmas nesta quinta-feira mostrou que os cortes de pessoal anunciados por empregadores sediados nos EUA caíram 24% em dezembro, para 34.817.

As demissões planejadas, no entanto, saltaram 98% em 2023, para um total de 721.677, a maior contagem anual desde 2020. Excluindo a pandemia, foi a maior leitura desde 2009.

Os mercados financeiros estão apostando que o Federal Reserve começará a cortar os juros já em março. A ata da reunião de política monetária do banco central dos EUA de 12 e 13 de dezembro, publicada na quarta-feira, mostrou que as autoridades consideravam que o mercado de trabalho continuava apertado, mas também continuava a "entrar em melhor equilíbrio".

O banco central dos EUA manteve sua taxa de juros na faixa atual de 5,25 a 5,50% nessa reunião e as autoridades sinalizaram em novas projeções econômicas que o aperto histórico da política monetária realizado nos últimos dois anos está no fim e que 2024 terá custos de empréstimos mais baixos.

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(Reportagem de Lucia Mutikani)

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