Agência aérea dos EUA diz que completou primeiras 40 inspeções dos aviões Boeing 737 MAX 9

Por David Shepardson

WASHINGTON (Reuters) - A Administração de Aviação Federal dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) disse nesta quarta-feira que completou as inspeções de um grupo inicial de 40 aviões 737 MAX 9 da Boeing, um passo fundamental para a liberação em algum momento dessas aeronaves após parte da fuselagem de um jato da Alaska Airlines quebrar e abrir um buraco na cabine durante um voo neste mês.

Na sexta-feira, a FAA disse que 40 dos 171 aviões suspensos precisavam ser inspecionados novamente antes de a agência revisar os resultados e determinar se é seguro permitir que os MAX 9 da Boeing voltem a voar. A agência afirmou nesta quarta-feira que “analisará minuciosamente os dados” antes de decidir se os aviões podem retomar os voos.

O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA (NTSB, na sigla em inglês) e a FAA informaram senadores do Comitê do Comércio em uma sessão com portas fechadas por mais de uma hora sobre a investigação que tenta determinar por que uma porta do MAX 9 -- um porta para uma saída de emergência não utilizada nesses aviões -- explodiu, abrindo um buraco na cabine.

A Alaska Airlines e a United Airlines, as duas companhias aéreas dos EUA que usam o avião e completaram as inspeções, tiveram que cancelar centenas de voos desde semana passada e cancelaram todos os voos com o MAX 9 até quarta-feira.

A United se recusou a comentar.

O CEO da Alaska, Ben Minicucci, disse em um vídeo nesta quarta-feira que a suspensão afetou 20% da sua frota, acrescentando que a companhia aérea “retornará esses aviões ao serviço apenas quando todas as conclusões tiverem sido todas e eles atenderem os padrões rigorosos da Boeing, da Administração e da Alaska Airlines”.

A Boeing não comentou em um primeiro momento.

(Reportagem de David Shepardson e Valerie Insinna)

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