Ação da Nvidia atinge pico recorde e Goldman Sachs eleva preço-alvo com base em perspectivas de IA

(Reuters) - As ações da Nvidia atingiram um novo pico nesta segunda-feira, depois que o Goldman Sachs elevou seu preço-alvo para os papéis da fabricante de chips com a expectativa de um grande impulso em seus ganhos com o salto da inteligência artificial (IA).

As ações subiam cerca de 4%, para 689,21 dólares, e pareciam encaminhadas para adicionar cerca de 70 bilhões de dólares à capitalização de mercado da empresa. A Nvidia foi avaliada em 1,63 trilhão de dólares no fechamento de sexta-feira.

A Nvidia emergiu como o representante do frenesi da IA e viu um salto mensal recorde em seu valor de mercado em janeiro.

O crescimento vertiginoso do preço das ações -- que já tem alta de cerca de 39% até o momento neste ano -- tornou mais cara sua aquisição em relação a seus pares. Os papéis da Nvidia são negociados a 31,4 vezes a estimativa de balanços futuros da empresa, em comparação com a média do setor de 22,9.

Ainda assim, o analista do Goldman Sachs, Toshiya Hari, vê mais espaço para crescimento.

"Acreditamos que a Nvidia permanecerá como o padrão ouro do setor em um futuro próximo devido às suas robustas ofertas de hardware e software e, principalmente, ao ritmo em que continua a inovar", disse Hari.

Os analistas do Goldman Sachs elevaram seu preço-alvo para a Nvidia para 800 dólares, o terceiro mais alto entre os analistas norte-americanos que cobrem a ação, indicando uma alta de 21% em relação aos níveis atuais, de acordo com dados da LSEG. Seu preço-alvo anterior era de 625 dólares.

O banco também elevou suas estimativas para o balanço do ano inteiro de 2025-2026 para a Nvidia em 22% em média, citando sinais de demanda robusta de servidores de IA e melhorando o fornecimento de unidades de processamento gráfico.

A Nvidia divulgará os resultados em 21 de fevereiro, com analistas esperando um lucro por ação no quarto trimestre de 4,51 dólares e uma receita de 20,19 bilhões de dólares, de acordo com dados da LSEG.

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(Por Sruthi Shankar)

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