Treasuries enfraquecem Ibovespa, enquanto safra de balanços segue no radar

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa mostrava fraqueza nesta quinta-feira, em meio ao avanço nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, enquanto agentes financeiros também repercutiam notícias corporativas no Brasil, entre elas previsão de Ebitda da Klabin e os resultados de Alpargatas e Totvs.

O pregão brasileiro também era afetado nesta sessão pela alta nas taxas dos contratos de DI, que, além do movimento dos Treasuries, também reagiam ao aumento acima do esperado no IPCA no primeiro mês do ano, com elevação de 0,42% - menor do que em dezembro (0,56%) mas acima das projeções no mercado (0,34%).

Às 10:51, o Ibovespa caía 0,17 %, a 129.734,71 pontos. O volume financeiro somava 3 bilhões de reais.

Nos Estados Unidos, o Treasury de 10 anos oferecia um yield de 4,1501%, ante 4,098% na véspera, com a agenda de dados norte-americanos mostrando que os pedidos de auxílio-desemprego na última semana ficaram abaixo das previsões de economistas.

De acordo com a equipe de grafistas da Ágora Investimentos, em relatório enviado a clientes, apesar da queda na véspera o Ibovespa se manteve acima da região anterior de resistência - que agora passa a ser referência de suporte - em torno dos 129 mil pontos.

"No curto prazo, o índice segue indicando continuidade do movimento de alta com próxima referência de resistência em 130.700 pontos", acrescentaram.

DESTAQUES

- TOTVS ON desabava 8,74%, a 29,98 reais, após a empresa de softwares reportar lucro líquido consolidado de 126,2 milhões de reais no quarto trimestre do ano passado, uma queda de 17,7% frente ao mesmo período de 2022.

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- KLABIN UNIT subia 1,07%, a 21,82 reais, antes da teleconferência da empresa de papel e celulose sobre os resultados do quarto trimestre de 2023, marcada para as 11h, com agentes financeiros repercutindo previsão da companhia de Ebitda incremental de cerca de 3 bilhões de reais até 2027, em relação ao Ebitda nos 12 meses até setembro de 2023.

- VALE ON subia 0,42%, a 67,08 reais, apoiada pela alta dos futuros do minério de ferro na China, que encontraram suporte na esperança de melhor demanda do mercado imobiliário após Pequim sinalizar algum apoio ao setor. O contrato mais negociado na Dalian Commodity Exchange fechou em alta de 2,4%, a 963,50 iuanes (133,90 dólares) por tonelada.

- PETROBRAS PN avançava 0,17%, a 42,27 reais, acompanhando a alta do petróleo no exterior, onde o barril de Brent tinha elevação de 1,4%, a 80,32 dólares.

- BRADESCO PN registrava um acréscimo de 0,64%, a 14,05 reais, após tombo na véspera, em meio à frustração de analistas com os resultados do último trimestre de 2023 e previsões para 2024, enquanto plano estratégico para os próximos cinco anos não animou. No setor, BANCO DO BRASIL ON, que divulga balanço após o fechamento do mercado, ganhava 0,49%, a 59,73 reais.

- ALPARGATAS PN recuava 1,85%, a 7,98 reais, tendo no radar resultado do quarto trimestre do ano passado, com prejuízo líquido consolidado de 1,6 bilhão de reais, ante uma perda de 21 milhões de reais nos últimos três meses de 2022. O Ebitda normalizado recuou 56,%, enquanto a margem Ebitda normalizada cedeu 7,1 pontos percentuais, para 6,7%.

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