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Lufthansa eliminará 900 voos durante verão na Europa por falta de pessoal

Empresa disse não ser capaz de lidar com demanda  - Divulgação
Empresa disse não ser capaz de lidar com demanda Imagem: Divulgação

09/06/2022 15h55

A gigante aérea alemã Lufthansa anunciou nesta quinta-feira (9) que cortaria cerca de 900 voos em julho em meio a uma escassez de mão de obra na indústria aérea europeia. Recebendo um aumento exponencial nas reservas de voos com o fim da maioria das restrições anticovid-19 na Europa, a Lufthansa admitiu em uma declaração que era incapaz de lidar com tal demanda.

"A infraestrutura ainda não se recuperou completamente da crise mais grave da aviação causada pela pandemia de coronavírus", afirmou a Lufthansa.

Diante de "gargalos e falta de pessoal" de que "todo o setor aéreo está sofrendo, particularmente na Europa", o grupo decidiu cancelar 900 voos alemães e europeus programados para as sextas-feiras e fins de semana de e para os hubs de Frankfurt e Munique em julho.

Isto corresponde a 5% dos assentos normalmente abertos para reserva nos fins de semana. Sua subsidiária de baixo custo, a Eurowings, também informou na mesma declaração que teria que cancelar "centenas de voos" em julho, em pleno verão europeu.

A Lufthansa não é o primeiro grupo europeu a desistir de voos por falta de funcionários. Em maio, a companhia aérea holandesa KLM cancelou dezenas de voos. Também a companhia aérea de baixo custo EasyJet decidiu retirar seis assentos de seus voos de aparelhos A319 no Reino Unido para enfrentar o problema de falta de pessoal, que recentemente levou ao cancelamento de centenas de seus voos. A nova estratégia foi anunciada pela empresa no dia 9 de maio como uma forma de limitar necessidades de mão de obra.

"O desafio imediato é administrar o aumento repentino do tráfego, uma vez que a pandemia teve o efeito de reduzir enormemente os recursos de aeroportos e de assistência em terra", reconheceu Olivier Jankovec, diretor geral da ACI Europa, a principal associação de aeroportos europeus, no início de maio.

Falta de mão de obra

Há falta de pessoal nos aeroportos e no controle de tráfego aéreo, assim como nas companhias aéreas. Mas o setor está lutando para contratar funcionários, pois o mercado de trabalho está "tenso em toda a Europa", de acordo com Jankovec.

Em dois anos de crise sanitária e cortes, a Lufthansa sofreu enormes perdas e cortou mais de 30 mil empregos. As pessoas que já tiverem reservado voos serão informadas dos cancelamentos e suas reservas serão alteradas, anunciou a companhia aérea.

Para evitar o congestionamento do aeroporto, a Lufthansa aconselhou aos passageiros que chegassem mais cedo, fizessem check-in online e mantivessem o mínimo de bagagem de mão. Em maio, a Lufthansa exaltou o aumento contínuo das reservas e havia antecipado um "verão recorde" do ponto de vista turístico.

Impulsionada por uma "estabilização da situação sanitária", a filial suíça também reembolsou antecipadamente um empréstimo garantido por Berna como parte do resgate do grupo, que esteve à beira da falência devido à pandemia de covid-19.

(Com informações da AFP)