Setor industrial do Brasil reduz ritmo de queda em julho, nota Markit

A atividade do setor industrial brasileiro continuou em queda em julho, mas de forma menos acentuada que um mês antes, influenciada por uma redução mais leve na produção, nas encomendas e no nível de emprego. É o que mostra a pesquisa Índice Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), da consultoria Markit. O PMI do setor passou de 43,2 em junho para 46 em julho, o maior nível em quatro meses. Apesar disso, a leitura segue abaixo de 50, que significa contração da atividade. Há 18 meses, aliás, o indicador não fica acima desse nível.

De acordo com o relatório da Markit, os dados da pesquisa mostram recuperação no volume de novos pedidos e de produção de bens intermediários, primeira alta em um ano e meio. Este foi o principal fator a puxar um resultado melhor no PMI de julho. Na média, o número de novos pedidos teve o melhor resultado desde fevereiro de 2015. A produção, embora ainda negativa, teve a menor redução em 18 meses, também ajudada pelos bens intermediários. Os estoques de pré-produção e de bens finais recuaram na indústria em geral.

"Houve vários pontos positivos a extrair dos números mais recentes do PMI, apesar de eles terem mostrando que o setor industrial do Brasil permanece em contração. Uma recuperação na categoria de bens intermediários - a primeira em um ano e meio - contribuiu para compensar parcialmente o persistente declínio nos setores de bens de consumo e de investimento", afirmou Pollyanna De Lima, economista da Markit e autora do relatório. Ela ainda observou que houve uma evolução mais positiva nos preços de insumos e de produtos dos fabricantes, ambos subindo a taxas menores, ainda que robustas.

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