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Ibovespa opera em baixa com Vale e segue tom do exterior

O Ibovespa opera em baixa, de olho na cena política brasileira e no ambiente externo. Às 11h44, o índice da Bolsa paulista perdia 0,91%, somando 57.165 pontos.

Os investidores estão à espera do final do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e acompanham o quadro do exterior, já que agosto ainda é mês de férias em muitos países do hemisfério norte.

O índice abriu em alta, mas mudou de rumo após a abertura de Nova York. A piora acompanha aprofundamento da perda de Vale. A ação ON da empresa declinava 1,75% e a PNA recuava 1,01%. O minério de ferro caiu 1,6% hoje na China.

No front brasileiro, o mercado discute questões políticas. Foi considerada positiva a decisão do Senado, nesta madrugada, de que a presidente afastada Dilma Rousseff será julgada no processo de impeachment.

Ao mesmo tempo, os agentes avaliam as concessões feitas ontem na Câmara dos Deputados. Parte dos operadores viu a notícia pelo lado positivo, parte acredita que a notícia criou mal-estar. Ainda não foi concluída a votação dos quatro destaques do projeto de lei da renegociação das dívidas dos Estados com a União.

O noticiário corporativo está forte. Cyrela ON liderava as perdas com baixa de 4,60%%. O lucro líquido da empresa no segundo trimestre do ano caiu 62,1%, para R$ 45 milhões, e a receita líquida teve queda de 43,7%, para R$ 641 milhões na comparação anual.

Embraer cedia 1,08%. O escritório americano de advocacia Pomerantz ajuizou uma ação coletiva contra a fabricante brasileira de aeronaves em um tribunal em Nova York, tendo como investidor líder Manidhar Kukkadapu, que comprou recibos de ações da companhia (ADRs) na Bolsa de Nova York. A ação, que ainda precisa ser aceita pelo tribunal, representa todos os que compraram ADRs da companhia entre o dia 16 de abril de 2012 e 28 de julho de 2016 e alegam que tiveram prejuízo com esses papéis diante das acusações de suborno praticado pela companhia.

Gerdau PN subia 3,36% e Gerdau Metalúrgica PN avançava 3,02%. A siderúrgica gaúcha apresentou seu balanço do segundo trimestre e revelou um lucro líquido atribuível a controladores de R$ 78,1 milhões para o período. Sobre os mesmos meses do ano passado, houve forte queda de 71,4%, influenciada pelo reconhecimento de baixas na venda do negócio de aços especiais na Espanha. O resultado ficou abaixo do esperado por analistas consultados pelo Valor, que era de R$ 170 milhões.

Mas a companhia fez dois anúncios positivos recentemente. Ontem, aprovou a recompra de até 10 milhões de ações PN ou ADRs, ou 1,13% dos papéis em circulação. Hoje, anunciou pagamento de dividendos antecipados de R$ 51,5 milhões.

Fora do Ibovespa, Positivo ganhava 15%, após a divulgação dos resultados do segundo trimestre. A fabricante de computadores reverteu o prejuízo de R$ 39,6 milhões registrado de abril a junho de 2015 em lucro líquido de R$ 12,6 milhões em igual período deste ano.

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