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Bovespa sobe e dólar sai abaixo de R$ 3,18 no último pregão de outubro

O Ibovespa opera em leve alta, após uma manhã francamente positiva. O petróleo em queda pressiona Petrobras e diminui os ganhos do indicador, que subia apenas 0,41% às 13h18, para 64.571 pontos.

O segmento de maior peso no índice, o de bancos, lidera os ganhos, o que garante a leve valorização. Itaúsa PN subia 2,54%, Itaú PN ganhava 2,69%, Bradesco ON avançava 1,92% Banco do Brasil ON tinha alta de 2,12% e Bradesco PN registrava valorização de 1,46%.

O Itaú Unibanco obteve lucro líquido recorrente de R$ 5,595 bilhões no terceiro trimestre, o que representa queda de 8,9% em relação ao resultado pro-forma do mesmo período do ano passado para permitir a comparação após a consolidação do CorpBanca. O lucro contábil da instituição ficou em R$ 5,394 bilhões, com queda de 9,7% na comparação anual. A despeito da queda, o lucro ficou acima da média das projeções de analistas consultados pelo Valor, que apontava ganho recorrente de R$ 5,096 bilhões.

As reações positivas a balanços não se restringem apenas aos bancos. Embraer ON avançava 3,05%. A fabricante de aeronaves divulgou nesta manhã prejuízo líquido atribuível aos controladores da companhia de R$ 111,3 milhões no terceiro trimestre deste ano, com queda de 71,3% frente ao apurado no mesmo intervalo em 2015.

Fibria ON tinha elevação de 1,60%. A empresa registrou lucro líquido atribuível aos acionistas da companhia de R$ 28,64 milhões no terceiro trimestre, comparável a prejuízo de R$ 606 milhões um ano antes, amparada sobretudo pela melhora do resultado financeiro.

As ações da Hypermarcas subiam 1,15%. A companhia mais que dobrou seu lucro líquido do terceiro trimestre, para R$ 202,5 milhões, na comparação anual, após conseguir reverter suas despesas financeiras em receita, tendo um resultado financeiro positivo em R$ 688 mil. No mesmo período do ano anterior, o resultado financeiro havia sido negativo em R$ 141,9 milhões.

Fora do Ibovespa, as ações ON da MMX disparavam, com ganho de 18,26%. A empresa informou que sua subsidiária MMX Sudeste Mineração, em recuperação judicial, concluiu a venda de ativos reunidos em uma UPI - Unidade Produtiva Isolada, composta pelas minas de Ipê e Tico-Tico, localizadas na unidade Serra Azul, no Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, e respectivas unidades de processamento e barragens, além dos demais ativos, contratos e licenças a elas relacionadas. O preço da compra, conforme previsto no plano de recuperação judicial da companhia, foi de R$ 70 milhões.

As ações do Magazine Luiza aumentavam 4,61%. A companhia registrou no terceiro trimestre lucro líquido de R$ 24,8 milhões, revertendo prejuízo de R$ 19,1 milhões apurado no mesmo período de 2015.

Já Petrobras ON liderava as quedas, com 2,20%, e Petrobras PN recuava 1,60%. Outros papéis de commodities acompanhavam: Vale PNA tinha alta de 1,92%, Vale ON perdia 1,81%, Usiminas PNA perdia 1,30% e CSN ON recuava 1,29%. Petrobras seguia a queda do petróleo nos Estados Unidos. Operadores comentam que também há correção após forte alta no ano, o que atinge as mineradoras.

Câmbio

O dólar cai nesta segunda-feira, última sessão de outubro, a caminho de fechar o mês mais fraco desde junho. Investidores se ajustam à percepção de que os resultados das eleições municipais indicam maior governabilidade para o presidente Michel Temer, o que facilitaria a aprovação de medidas de reequilíbrio econômico.

A fraqueza do dólar no exterior também influencia as cotações no Brasil. Além disso, o mercado devolve parte das altas dos últimos dias, provocadas por uma corrida por zeragem de posições diante da expectativa de que o Banco Central (BC) retire quase US$ 3 bilhões em swaps cambiais do mercado.

A autoridade monetária define nesta segunda-feira a Ptax de fechamento de outubro - que será utilizada para a liquidação dos contratos de derivativos cambiais que vencem no início de novembro -, o que costuma gerar mais volatilidade devido à "briga" entre comprados e vendidos na BM&F em busca de cotações mais convenientes a suas posições.

Melhora o sentimento ainda o leilão de rolagem de US$ 3 bilhões em linhas de dólares com compromisso de recompra.

Às 13h26, o dólar comercial caía 0,43%, a R$ 3,1792. Em outubro, a moeda cai 2,20%, o que coloca a divisa a caminho de fechar o mês mais fraco desde junho, quando recuou 11,12%.

No mercado futuro, o dólar para dezembro cedia 0,80%, a R$ 3,2080.

Juros

Os juros futuros caem na última sessão de outubro, o que mantém uma medida do prêmio de risco próxima de mínimas recordes, conforme investidores veem os resultados das eleições municipais como uma indicação de que o governo conseguirá aprovar medidas fiscais com menor dificuldade. A queda do dólar nesta sessão dá alívio extra aos DIs.

Investidores monitoram ainda a reunião trimestral de diretores do BC com economistas em São Paulo.

Confirmando expectativas, o PSDB saiu mais fortalecido do pleito, enquanto o PT teve a pior derrota de sua história, perdendo todas as disputas de segundo turno e não elegendo nenhum prefeito no ABC Paulista.

O Valor reporta hoje que, passadas as eleições, o governo está mais confortável em abrir a discussão sobre a reforma da Previdência, com Temer querendo enviar a proposta de emenda constitucional à Câmara ainda em novembro.

O mercado chega ao fim do mês contabilizando os resultados também de suas posições na renda fixa após o mês ficar marcado pela sinalização do BC de que a queda da Selic poderá ser mais lenta e gradual que o antecipado. Papéis com vencimentos intermediários foram os que mais sofreram ajuste de baixa nos preços, uma vez que precificavam cortes mais profundos da Selic. As taxas longas, no entanto, mantiveram-se em baixa, com a avaliação de que o caminho estrutural dos juros é de baixa no longo prazo, podendo chegar a um dígito.

Às 13h27, o DI janeiro de 2018 recuava a 12,190% ao ano, frente a 12,220% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2019 caía a 11,470%, ante 11,540% no último ajuste. O DI janeiro de 2021 cedia a 11,270%, em relação a 11,330% no ajuste de sexta-feira.

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