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Juro futuro de curto prazo recua com dólar; exterior eleva taxa longa

As taxas dos contratos futuros de juros de curto prazo recuaram na BM&F nesta quinta-feira acompanhando o movimento do dólar, enquanto as taxas com vencimentos mais longos subiram refletindo o aumento da cautela no cenário externo diante da preocupação com o resultado da eleição americana.

O temor de uma vitória do candidato republicano, Donald Trump, provocou um aumento da aversão a ativos de risco nesta semana. Um dia depois das pesquisas indicarem acirramento da corrida eleitoral, novos levantamentos mostraram que a candidata democrata Hillary Clinton mantém leve vantagem sobre Trump a menos de uma semana da eleição, marcada para 8 de novembro.

O acirramento da corrida para a presidência dos Estados Unidos ganhou força após o FBI ter reaberto o processo que investiga os e-mails enviados por Hillary de sua conta pessoal. "Uma vitória de Trump teria um impacto negativo para os ativos de risco e aumentaria a volatilidade nos mercados", afirma Solange Srour, economista-chefe da Arx Investimentos.

Na BM&F, o DI para janeiro de 2018 caiu de 12,25% para 12,22% no encerramento do pregão regular. Já o DI para janeiro de 2019 fechou estável a 11,60%. E o DI para janeiro de 2021 subiu de 11,42% para 11,46%.

No mercado local, o noticiário político doméstico segue no radar dos agentes. O Supremo Tribunal Federal (STF) fez sessão nesta quinta-feira para julgar que réu possa assumir a Presidência ad República. Os atuais presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) não são réus em ação penal. Renan não é réu em nenhum processo, mas é investigado em 11 inquéritos no STF. Ele deixa a presidência do Senado em fevereiro de 2017. O temor é que os desdobramentos contrários ao senador possam atrapalhar o andamento das votações das medidas de ajuste fiscal no Congresso.

O mercado também aumenta a cautela com a aproximação do momento de uma nova elevação da taxa básica de juros americana. Ontem, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) manteve a taxa básica de juros, mas reforçou a possibilidade de uma elevação em dezembro. "O Fed veio em linha com o esperado, sinalizando que, se nada ocorrer até a próxima reunião, é provável que ele suba a taxa de juros em 0,25 ponto percentual em dezembro", afirma Solange. Ela destaca, no entanto, que o resultado da eleição americana pode afetar a política monetária nos EUA. "Tudo vai depender da reação dos mercados e de como esse resultado vai afetar as variáveis que o Fed está olhando", diz.

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