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Dívida Pública Federal total sobe 1,97% e atinge R$ 3,093 trilhões


A Dívida Pública Federal (DPF) subiu 1,97% em termos nominais na passagem de outubro para novembro, somando R$ 3,093 trilhões.

Segundo nota divulgada nesta quarta-feira pelo Tesouro Nacional, a Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) registrou um aumento de 1,79%, para R$ 2,961 trilhões em novembro. Já a Dívida Federal Externa somou R$ 131,24 bilhões (US$ 38,64 bilhões), o que representa um aumento de 6,18% na comparação com os números de outubro.

Pelas metas estabelecidas no Plano Anual de Financiamento (PAF), a DPF deve oscilar entre R$ 3,1 trilhões e R$ 3,3 trilhões neste ano.

No mês passado, as emissões da Dívida Pública Federal corresponderam a R$ 39,359 bilhões, enquanto os resgates somaram R$ 14,448 bilhões, o que resultou em emissão líquida de R$ 24,911 bilhões.

Desse total líquido, houve a colocação líquido da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) de R$ 25,3 bilhões e o resgate de Dívida Pública Federal Externa em montante de R$ 390 milhões.

O percentual vincendo da dívida interna em 12 meses ficou em 17,34%, contra 17,41% em outubro. O prazo médio da dívida interna fechou novembro em 4,49 anos, ante 4,56 anos em outubro.

Considerando a metodologia vida média ("Average Term to Maturity"), que permite melhor comparabilidade do Brasil com outros países, a vida média da dívida pública federal passou de 6,55 anos em outubro para 6,46 anos no mês passado.

Participação de investidores

A participação de investidores estrangeiros na dívida mobiliária federal interna (DPMFi) caiu na passagem de outubro para novembro. Em termos percentuais, a fatia do não residente saiu de 14,9% do total para 14,44% no mês passado. Em valor absoluto, a fatia caiu de R$ 433,44 bilhões para R$ 427,65 bilhões.

As instituições financeiras encerraram o mês respondendo por 23,6% da DPMFi contra 23,14% em outubro. As instituições de previdência fecharam novembro com 24,53%, ante 24,64% em outubro, permanecendo como os maiores financiadores do governo.

Os fundos de investimento diminuíram a participação para 21,69% ante 22,08% em outubro. O governo responde por 5,5% ante 5,47% em outubro. Já as seguradoras ampliaram de 4,58% em outubro para 4,94% em novembro.

Tipos de papéis

A participação de papéis pós-fixados na Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu de 28,81% em outubro para 29,04% em novembro, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional.

Pelas metas revisadas do Plano Anual de Financiamento (PAF), o volume de pós-fixados deve oscilar entre 27% e 31% neste ano, contra 30% a 34% inicialmente estimado, mas a métrica é a dívida total. Considerando, então, a Dívida Pública Federal (DPF), a participação desses papéis subiu de 27,64% em outubro para 27,81% no mês passado.

A fatia de papéis prefixados passou de 37,07% da DPMFi em outubro para 37,19% em novembro. Os títulos indexados a índices de preços, por sua vez, terminaram novembro em 33,25% da dívida interna ante 33,62% em outubro. Os ativos corrigidos pelo câmbio fecharam em 0,53% ante 0,5% em outubro.

O PAF de 2016, que foi recentemente revisado, prevê que os títulos prefixados devem variar entre 33% e 37% da DPF, ante 31% a 35 anteriormente divulgado. Já os papéis atrelados a índices de preços devem ficar entre 29% e 33% da DPF neste ano. Para os títulos atrelados à taxa de câmbio, a banda é 3% a 7%. Para esses dois papéis não houve alteração.

Em novembro, os prefixados representaram 35,95% da DPF, enquanto os índices de preços 31,83%, e taxa de câmbio, 4,4%, da DPF.

Custo



O custo médio do estoque da Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) caiu de 13,58% ao ano, em outubro, para 13,3% ao ano em novembro. A comparação, feita pelo Tesouro Nacional, considera o custo acumulado nos últimos 12 meses terminados em cada período.

Em relação à dívida pública federal total, o custo médio caiu, passando de 12,56% ao ano em outubro para 12,54% no mês passado.

Já o custo médio das emissões da DPMFi em oferta pública caiu 0,33 ponto percentual, para 14,04% ao ano em novembro. Em outubro, esse custo era de 14,37% ao ano.

O custo médio das emissões da Letras do Tesouro Nacional (LTN) foi de 14,08% ao ano em novembro (14,35% ao ano em outubro), enquanto o custo para colocação de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B) fechou o mês em 14,55% (15,42% em outubro).

O custo das LFTs ficou em 14,07% em novembro (14,08% em outubro) e as NTN-F tiveram custo de 14,47% ao ano (14,7% ao ano em outubro).

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